segunda-feira, 25 de julho de 2011

Gestão Financeira

Análise perfeita sobre a possível "fusão" do Pão de Açúcar com o Carrefour.

Brasil . . . meu Brasil Brasileiro . . . oh meu Brasil!



 Abs.
Prof. Pedro 

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Agronegócio, mais uma vez, puxa o crescimento do PIB brasileiro

Danilo Macedo

Repórter da Agência Brasil

Brasília - A agropecuária foi a principal responsável pelo crescimento de 1,3% do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre de 2011, com salto de 3,3% no período, a maior taxa de expansão entre todos os setores da economia. Para a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), o aumento foi puxado, principalmente, pelos ganhos de produtividade, que devem levar a uma safra de grãos e fibras estimada em 159 milhões de toneladas.
Entre os produtos que mais contribuíram para o resultado do primeiro trimestre, por causa da colheita no período, estão algodão, arroz, milho e soja.
Na comparação com os três primeiros meses de 2010, a agropecuária apresentou crescimento de 3,1%. A Superintendência Técnica da CNA avaliou que os próximos levantamentos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), responsável pelo cálculo oficial do produto interno, devem apresentar resultados ainda mais positivos para o setor agropecuário, pois, além do resultado final da safra de grãos, vai contemplar o período em que se deu a recuperação de preços do agronegócio. A estimativa da confederação é que o PIB do setor feche 2011 com elevação de 9%.
Edição: Vinicius Doria

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Incertezas de safras e demanda do milho mantêm preços firmes

Os preços do milho seguem firmes no mercado interno, conforme levantamentos do Cepea. A sustentação vem da demanda (doméstica e externa) e também das incertezas quanto às safras brasileira e americana. Compradores procuram reabastecer seus estoques, apesar de os setores de aves e suínos brasileiros, principais consumidores, sinalizarem dificuldade para custear a produção com os preços dos grãos nos atuais patamares. Para exportação, o ritmo é considerado bom, o que leva inclusive à expectativa de problemas logísticos decorrentes desse movimento. A baixa umidade do solo, que até poucos dias atrás era mais preocupante na região Centro-Oeste, agora é motivo de atenção também em partes das regiões Sul e Sudeste. Em relação aos preços, entre os dias 23 e 30 de maio, o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (Campinas-SP; valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa de desconto CDI) subiu 2,18%, fechando a R$ 29,51/saca de 60 kg na segunda-feira, 30. Se considerada a taxa de desconto NPR, na região de Campinas o preço médio à vista foi de R$ 29,06/sc de 60 kg nessa segunda-feira, alta de 2,29% no comparativo com a segunda-feira anterior, 23. 

Fonte: Cepea

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Receita regulamenta suspensão de PIS/Cofins para aves e suínos

A Receita Federal regulamentou dia 17 de maio a lei que suspende a cobrança de PIS/Cofins da cadeia produtiva de aves e suínos. O benefício está em vigor desde janeiro, mas somente nesta data o Diário Oficial da União publicou instrução normativa que detalha o novo regime tributário, do milho e soja usados na ração dos animais até a venda dos dois tipos de carne no supermercado.

Pelo novo regime, as duas últimas etapas da cadeia produtiva – o frigorífico e o supermercado – podem obter devoluções de PIS/Cofins de forma presumida, sem a necessidade de apresentação das notas fiscais dos insumos. Para os frigoríficos, o crédito presumido é 30% das aquisições. Para os supermercados, o benefício equivale a 12%.

De acordo com o coordenador-geral de Tributação da Receita, Fernando Mombelli, os créditos foram concedidos de forma presumida para evitar que os frigoríficos e os supermercados repassem aos preços os impostos cobrados sobre os insumos não agrícolas não beneficiados pelo regime especial. “Além do milho e da soja, o produtor de ração usa outros insumos que pagam impostos. O frigorífico carregaria outros insumos do produtor de ração se os créditos não existissem”.

No caso dos supermercados, afirma Mombelli, o crédito presumido evita o repasse dos impostos cobrados pelas matérias-primas não agrícolas usadas pelos frigoríficos. Ele esclarece que o percentual do crédito, no entanto, é menor que nos frigoríficos porque a carne vendida no comércio tem maior valor agregado.

Segundo Mombelli, os produtos agropecuários têm regimes especiais de tributação, mas o governo decidiu simplificar a legislação para evitar que os tributos sejam repassados às etapas seguintes da cadeia produtiva. “Antes, o regime para aves e suínos era complexo. A concessão do crédito [desconto] tributário dependia de cada caso e muitos produtores, principalmente nas etapas iniciais pagavam o imposto e não conseguiam fazer a compensação dos créditos, o que transferia o imposto para ”.

Para evitar que os créditos presumidos concedidos neste ano percam a validade, a instrução normativa estabeleceu que a regulamentação é retroativa a 1º de janeiro. Mombelli afirmou que a Receita Federal estuda aperfeiçoar os regimes especiais do café e do suco de laranja. No entanto, essas mudanças não dependem apenas do Fisco, mas de alterações na lei pelo Congresso Nacional.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

FAO debate pecuária sustentável em Brasília


Brasília - Um conjunto de ações que garanta a sustentabilidade da pecuária de corte será discutido a partir de hoje (17) por pecuaristas, pesquisadores e representantes do governo brasileiro e de organismos internacionais em Brasília, durante a Primeira Reunião Global sobre Pecuária Sustentável, discussão proposta pelo Ministério Holandês de Assuntos Econômicos, Inovação e da Agricultura, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) e o Banco Mundial. O evento será realizado até o dia 20, na sede da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), em Brasília.


De acordo com a CNA, os pecuaristas brasileiros têm grande interesse em discutir a sustentabilidade da pecuária em função das perspectivas de crescimento da demanda mundial por alimentos. As exportações brasileiras de carne bovina respondem por 25% do comércio mundial e a produção nacional deve somar 9,4 milhões de toneladas neste ano, o que representa 17% do volume mundial. Esses números permitem que o Brasil ocupe a posição de maior exportador mundial de carne bovina e de segundo maior produtor mundial, atrás apenas dos EUA. A perspectiva de aumento da produtividade dos rebanhos indica o potencial do Brasil nesse mercado, mas o aumento da produção em todos os países depende de ações que garantam a sustentabilidade da atividade.


Ao final de cada painel de discussão, o grupo de trabalho discutirá e definirá os temas que serão incluídos na Agenda Global para Pecuária Sustentável. Foram convidados para participar das discussões para a elaboração da Agenda representantes da Etiópia, Índia, Nova Zelândia, Países Baixos, China, EUA e Brasil.


quarta-feira, 11 de maio de 2011

Aquecimento global diminui produção agrícola

Estudo publicado na Science destaca que nos últimos 30 anos a produção de milho e de trigo em todo o mundo desacelerou em resposta ao clima mais quente (Science)
Estudo publicado na Science destaca que nos últimos 30 anos a produção de milho e de trigo em todo o mundo desacelerou em resposta ao clima mais quente (Science) 

Para quem acha que as mudanças climáticas globais não têm impactado na produção agrícola, um artigo publicado nesta sexta-feira (6/5) no site da revista Science serve como uma grande ducha de água fria. 

De acordo com uma pesquisa feita por David Lobell, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, e colegas, nos últimos 30 anos as produções de milho e de trigo em todo o mundo caíram, respectivamente, 5,5% e 4% em resposta ao clima mais quente. A queda se refere aos valores que teriam sido atingidos se não houvesse o aquecimento climático. As produções de soja e de arroz não foram afetadas significativamente.

“Verificamos que, desde 1980, os efeitos das mudanças climáticas nas lavouras agrícolas provocaram um aumento de cerca de 20% nos preços no mercado global”, disse Wolfram Schlenker, da Universidade Columbia, outro autor do Estudo.

Os cientistas analisaram dados da produção de alimentos no mundo de 1980 a 2008, centrando-se nas quatro principais commodities agrícolas: milho, trigo, arroz e soja. 

Foram desenvolvidos dois modelos, um que representa os aumentos reais na temperatura no período e outro que manteve as temperaturas nos níveis de 1980. Ao considerar todas as outras variáveis que afetam a produção agrícola, o grupo verificou a relação entre aquecimento e queda na produção. 

Mas os pesquisadores identificaram exceções. Nos Estados Unidos, Canadá e norte do México a produção não caiu no período. Segundo eles, o resultado aponta que, embora a relação entre aquecimento e produtividade agrícola seja óbvia em escala global, regional ou nacionalmente ela pode não ter os mesmos efeitos. 

Desde 1950, a temperatura global média tem aumentado cerca de 0,13º por década, mas, de acordo com relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas (IPCC), o aquecimento esperado para as próximas duas ou três décadas é 50% maior. 

O artigo Climate Trends and Global Crop Production Since 1980 (10.1126/science.1204531) de David Lobell e outros, pode ser lido por assinantes da Science em www.sciencemag.org

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Agricultura sustentável

Por Mariana Fabre


Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) busca estimular técnicas que aliam produção agropecuária com redução dos gases causadores do efeito estufa

Criado em junho do ano passado, o programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC) ainda não chegou ao conhecimento de grande parte dos envolvidos no agronegócio brasileiro. Muitos agricultores, técnicos e, até mesmo, instituições governamentais não possuem informações concretas sobre o funcionamento e os serviços oferecidos pelo ABC. O programa foi instituído pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) com o objetivo de estimular técnicas e atitudes que aliem produção de alimentos e bionergia com redução dos gases causadores do efeito estufa.

O Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011 disponibiliza R$ 18 bilhões para crédito rural. Deste total, R$ 2 bilhões são destinados ao programa ABC, para investimento em técnicas que garantem balanço positivo entre sequestro e emissão de dióxido de carbono (CO2). O programa vai garantir recursos a agricultores e cooperativas, com limite de financiamento de R$ 1 milhão por beneficiário. O crédito será financiado com taxa de juros de 5,5% ao ano e prazo de reembolso de 12 anos. A carência pode variar de seis meses a três anos dependendo da tecnologia adotada pelo produtor.

Segundo o Mapa, o ABC é destinado aos agricultores de todos os biomas brasileiros e pretende, em um prazo de 10 anos, deixar de emitir 165 milhões de toneladas equivalentes de CO2. Os recursos do programa são focados em cinco práticas sustentáveis de produção: plantio direto, Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), plantio de florestas, recuperação de áreas degradadas e fixação biológica de nitrogênio.

Para Renato Viana Gonçalves, da divisão de cultivos florestais da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), o resultado do programa vai depender da percepção do produtor e da expectativa de retorno financeiro. ''O programa vai propiciar o equilíbrio entre produção e sustentabilidade ambiental'', avalia.

Remuneração

O diretor adjunto de pesquisa do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Augusto Guilherme de Araújo, lembra que a legislação ambiental está cada vez mais restritiva quanto ao uso de agrotóxicos e para o controle da erosão. ''Quando surge uma forma de transformar o impacto ambiental negativo em positivo, o produtor que se adequar pode ganhar com isso'', revela. Araújo acredita que essa iniciativa pode indicar um posicionamento favorável do governo à remuneração por serviços ambientais. ''A sociedade está começando a se conscientizar de que é preciso pagar o agricultor pelo serviço ambiental prestado. O ABC vem ao encontro desse anseio do produtor'', argumenta.

De acordo com o responsável técnico da Master Ambiental, Fernando João Rodrigues de Barros, a indefinição para aprovação do novo Código Florestal dificulta o processo. Barros acredita que após a definição da nova legislação, deve se iniciar um processo de aproximação entre produtores e ambientalistas. ''Só existe um caminho: remunerar o produtor que protege a água e os recursos de sua propriedade'', reforça Barros, alegando que o Brasil só conseguirá atender a demanda mundial por alimentos se preservar sua água.

O pesquisador do Iapar, Sérgio José Alves, explica que, por meio da fotossíntese, a produção agrícola retira o carbono da atmosfera e o fixa nas plantas. Ao utilizar o produto na alimentação animal - como o farelo de soja - parte do carbono volta a ser liberado na atmosfera e parte é fixada no animal. ''O objetivo é deixar esse balanço positivo, que ocorre quando o volume de carbono retirado da atmosfera e fixado nas plantas e no solo é maior do que o emitido'', esclarece. Segundo ele, o programa ABC é uma oportunidade para o produtor. ''É uma oportunidade de ganhar mais e praticar agricultura de menor impacto ambiental'', avalia.

Mais investimentos

Além do ABC, recursos do Plano Agrícola e Pecuário 2010/2011 são investidos no Programa de Incentivo à Produção Sustentável do Agronegócio (Produsa), que inclui a cultura da palma entre os itens financiáveis, quando cultivada em áreas degradadas, e o Programa de Plantio Comercial e Recuperação de Florestas (Proflora), direcionado à implantação de florestas e à recomposição das áreas de Reserva Legal e Preservação Permanente.


Fonte: Folhaweb

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Exportações do agronegócio batem recorde

O valor chega a US$ 79,8 bilhões no período acumulado dos últimos 12 meses; 

País deve superar os US$ 80 bi em abril



Brasília - O Brasil estabeleceu novo recorde nas exportações do agronegócio e alcançou US$ 79,8 bilhões, um crescimento de 19,7%, entre abril de 2010 e março de 2011. No próximo mês, o País deve superar os US$ 80 bilhões em exportação, um número inédito na história do comércio exterior do agronegócio brasileiro. O superávit comercial, consequentemente, também aumentou e chegou a US$ 65,5 bilhões, nos últimos 12 meses, na série histórica para o período.

O mês de março registrou a maior cifra, US$ 7,4 bilhões, o que representa um incremento de 22,6% em comparação ao mesmo período do ano passado. O saldo mensal ficou em US$ 5,9 bilhões. Os dados são apurados pelo Ministério da Agricultura desde 1989.

Cinco setores contribuíram significativamente para o aumento do valor no mês de março. São eles: o complexo soja (grão, farelo e óleo) aumentou 26,3%, o que representa receita de US$ 2,05 bilhões. O café teve incremento de 61,9%, o equivalente a US$ 704 milhões; o setor de cereais, farinhas e preparações subiu 183,7%, volume que corresponde a US$ 387 milhões; o item carnes aumentou 18,9%, percentual que corresponde a US$ 1,36 bilhão; e complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol) teve acréscimo de 27,1%, o equivalente a US$ 899 milhões. A participação destes itens passou de 67,2%, em março de 2010, para 73,2% do total exportado em março de 2011.

Conforme dados do Mapa, apesar do aumento geral do complexo soja (grão, farelo e óleo), houve redução da quantidade exportada de grãos e farelo, mas a queda foi compensada com a elevação dos preços (34,1% em relação ao grão e 19,5% sobre o farelo). Diferentemente, o óleo teve aumento de 138,7% na quantidade exportada (a alta de preços foi de 45,3%).

Assim como a soja, também houve diminuição na quantidade exportada de algumas carnes, equilibrada, porém, com a alta dos preços. Isso aconteceu com as carnes bovina e suína in natura. As carnes de frango in natura e industrializada, no entanto, tiveram um incremento da quantidade exportada de 2% e 23,7%, respectivamente. As duas registraram elevação dos preços. Com isso, a receita geral de carnes ficou em US$ 1,356 bilhão, 18,9% maior em relação a março de 2010.

No complexo sucroalcooleiro (açúcar e etanol), houve aumento dos preços e da quantidade exportada. O valor geral das exportações chegou a US$ 899 milhões, um crescimento de 27,1% em relação ao mesmo período do ano passado. O açúcar teve um aumento de 14,8% nos preços e o valor exportado ficou em US$ 838 milhões, 25,8% maior. Em relação ao álcool, foi registrado um incremento de 20% nos preços e o valor aumentou 48,8%, totalizando US$ 60 milhões nas exportações.

Destinos das exportações

Os valores exportados aumentaram para a maioria das regiões. A União Europeia, que engloba 27 países, e ocupa o primeiro lugar nas importações de produtos agrícolas brasileiros, aumentou a compra em 31,7% – passou de US$ 1,6 bilhão em março de 2010 para US$ 2,2 bilhões em março de 2011. Em segundo lugar, está a Ásia, com um incremento de 1,4%, e chegou a US$ 1,948 bilhão. Neste mês, a África subiu para a terceira posição, com elevação de 80,6% – de US$ 410 milhões para US$ 740 milhões.


Fonte: Folha Web

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Suínos/CEPEA: Abertura do mercado chinês tem pouco impacto no Brasil

Apesar da forte repercussão sobre a notícia da abertura, pela primeira vez, do mercado suinícola da China para a carne brasileira, ainda não foi observado impacto nas negociações da carne no mercado doméstico. Por ora, enquanto alguns dos agentes do setor consultados pelo Cepea se mostram cautelosos, aguardando detalhes deste acordo comercial, outros estão entusiasmados. Em novembro do ano passado, uma missão chinesa esteve no Brasil para inspecionar frigoríficos brasileiros que negociam suínos. Segundo informações divulgadas nesta semana, inicialmente, três frigoríficos brasileiros teriam sido aprovados para exportar a carne suína à China, mas a expectativa de agentes consultados pelo Cepea é de que esse número aumente nos próximos meses.

Fonte: Cepea/Esalq

terça-feira, 12 de abril de 2011

Em relatório anual, FMI projeta crescimento de 4,7% para a América Latina em 2011

O FMI (Fundo Monetário Internacional) anunciou nesta segunda-feira (11/04) os resultados de sua publicação anual do relatório WEO (sigla em inglês de Perspectivas Econômicas Mundiais). A América Latina, que segundo a instituição, deverá crescer 4,7% em 2011 e 4,2% em 2012, foi aconselhada a gerenciar os “fortes ventos originados pela alta dos preços da América Latina  das matérias-primas e pela entrada de capitais”. 

A previsão de crescimento da região para 2011 subiu quatro décimos e a de 2012, um, em comparação aos números anunciados em janeiro. Segundo o fundo, a mudança se deve à "maior confiança na solidez da recuperação global e na melhora das perspectivas dos preços das matérias-primas". 

No entanto, o levantamento “significativos riscos de superaquecimento” na região prevê uma inflação de 7,8% e de 5,5% respectivamente nos dois próximos anos. 

O capítulo dedicado à América Latina (incluindo o Caribe) destaca a “importância sistêmica” do Brasil para a região, e assinala que "muitos países vizinhos estão se beneficiando de seu forte crescimento", previsto em 4,5% para 2011 e 4,1% em 2012. A inflação diminuiria em 2012, segundo o Fundo: dos 6,3% deste ano para 4,8%. 

Em relação à inflação na Argentina, o FMI aponta que a previsão de inflação de 10,2 % é o número oficial divulgado pelo governo de Buenos Aires. O Fundo, porém, não confia nos dados fornecidos pelo Indec (Instituto Nacional de Estatísticas e Censos) apesar de utilizar-los, e afirma que “analistas privados” consideram que a taxa real será “consideravelmente superior”. 

“Os analistas privados também opinam que o crescimento do PIB real foi significativamente inferior ao indicado nas estimativas oficiais em 2008 e 2009″, diz o texto. 

Segundo o FMI, o México, outra grande economia da região, continua "estreitamente ligado" aos Estados Unidos, e suas últimas projeções de crescimento foram elevadas em quatro décimos, até 4,6% para 2011. 

A dependência do processo da economia chinesa também é um fator destacado no comportamento desta região. O FMI adverte o "risco relacionado ao potencial desaquecimento" da economia asiática, que afetaria "o preço das exportações latino-americanas e reduziria suas perspectivas de crescimento". 

Para os países denominados “Exportadores financeiramente integrados de matérias-primas (Fice)”, grupo no qual o FMI inclui Brasil, Chile, Colômbia, Peru e Uruguai, existem "sinais de potencial superaquecimento e os fluxos de capital já causaram tensões". 

Para controlar este risco, o economista-chefe do FMI, Olivier Blanchard, recomendou políticas de “consolidação fiscal” e “ferramentas macroeconômicas prudentes, incluindo os controles de capital”. 

Blanchard considera o ‘boom’ de demanda e crédito arriscado, pois pode desembocar em “explosões finais”. Ele afirma que as taxas de câmbio devem seguir atuando como amortecedores do choque devido às melhores perspectivas econômicas na América Latina que nas economias avançadas. “A apreciação dentro de limites das divisas na região é boa, é parte do ajuste necessário, e não deveria ser combatida”, declarou Blanchard. 

"Maus alunos" 

Apenas três países no levantamento apresentaram uma perspectiva de crescimento negativa do PIB na média dos próximos dos anos. Receberam “nota vermelha” Portugal, Grécia e Costa do Marfim. 

O Japão, por sua vez, terá o crescimento mais baixo de sua região (leste asiático), único a ficar com média abaixo de 2% (1,4% em 2011 e 2,1% em 2012). Os países nessa situação são identificados no relatório com a cor rosa. No Oriente Médio, o único país nessa situação,segundo o fundo, será o Irã (0%em 2011 e 3% em 2012), assim como a Suazilândia no continente africano, à frente apenas dos marfinenses. 

Na América Latina, o mesmo ocorre com a Venezuela (1,8% em 2011 e 1,5% em 2012). O país terá também, segundo o fundo, a maior taxa de inflação (29,8% em 2011 e 31,3% no ano seguinte). Segundo a Cepal, em outubro de  2010 a taxa de inflação nos últimos doze meses, foi de 27,5% em outubro de 2010. 

Fonte: Operamundi

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Argentina pode ressuscitar taxação sobre grãos, diz jornal

BUENOS AIRES (Reuters) - A Argentina pode ressuscitar um imposto polêmico sobre a exportação de grãos, segundo noticiou um jornal do país neste domingo. A medida teria o potencial de aumentar as tensões com os produtores rurais, no país que é um dos principais fornecedores de grãos do mundo.

Um plano para aumentar impostos sobre a exportação de soja em 2008 motivou protestos em todo o país. As manifestações afetaram os mercados globais de commodities e a popularidade da presidente Cristina Fernandez, que planeja se reeleger em outubro.

"O governo trabalha num novo sistema fiscal para estabilizar a renda dos produtores e permitir que o Estado fique com parte da receita vinda do aumento de preços", publicou o Página 12, jornal conhecido pelos canais junto às autoridades.

O governo planeja encaminhar o projeto ao Congresso para aprovação, segundo o jornal. Além da taxação, o governo também planeja outras medidas para elevar a intervenção sobre o comércio de grãos. Ninguém do governo estava imediatamente disponível para comentar a reportagem.

Em janeiro, um protesto de fazendeiros contra cotas de exportação impostas pelo governo suspendeu a venda de grãos por uma semana e reavivou o conflito com o governo. Os fazendeiros afirmam que o sistema prejudica a renda do setor em um momento de alta nos preços das commodities.

A Argentina é a maior exportadora mundial de óleo de soja e a terceira maior exportadora de soja em grão. O país também é um grande fornecedor de trigo e o segundo maior exportador de milho depois dos Estados Unidos.

(Reportagem de Maximiliano Rizzi)

Fonte: Agrolink

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Impacto regional das mudanças climáticas preocupa autoridades

Os impactos das mudanças climáticas na economia agrícola da América do Sul foram tema de debates promovidos pelo Conselho Agropecuário do Sul (CAS), órgão consultivo do Mercosul. Reunidos durante dois dias, em Buenos Aires, ministros da Agricultura de Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Paraguai e Uruguai discutiram o assunto. Eles anunciaram que vão intensificar os estudos e incentivar programas de agricultura sustentável para reduzir os riscos na produção de alimentos.

"Vamos colocar na mão dos técnicos da Rede de Coordenação de Políticas Agropecuárias do Cone Sul a criação de um sistema para avaliar os impactos dos fenômenos climáticos em nível regional e incrementar as ferramentas já disponíveis", comentou o ministro da Agricultura do Brasil, Wagner Rossi. Ele é o presidente do Conselho Agropecuário do Sul, no sistema temporário de rodízio dos seis países que integram o órgão.

Em declaração oficial, assinada pelos ministros da Agricultura Julián Domínguez (Argentina), Nemesia Achacollo (Bolívia), Wagner Rossi (Brasil), José Antonio Galilea (Chile) e Enzo Cardoso (Paraguai), além do vice-ministro de Agricultura do Uruguai, Daniel Garín, a avaliação é que a recente alta dos preços dos alimentos teve como um dos elementos determinantes a ocorrência de eventos meteorológicos intensos, que influenciaram na oferta de produtos.
"A variabilidade climática demanda o fortalecimento das estratégias dos ministérios da Agricultura da região e dos demais atores envolvidos para minimizar o impacto negativo na produção agropecuária e nas populações mais vulneráveis", aponta o texto assinado pelos ministros.

Programa ABC
O ministro Wagner Rossi apresentou aos colegas dos países vizinhos as linhas gerais do Programa Agricultura de Baixo Carbono (ABC), lançado no ano passado pelo governo brasileiro, como parte do esforço do país em estabelecer metas para reduzir a emissão de gases de efeito estufa até 2020. O programa prevê condições especiais para os produtores que apostarem em atividades produtivas que permitam a redução da emissão de gás carbônico (CO2), gás metano (CH4) e óxido nitroso.

"A idéia é difundir uma nova agricultura sustentável que reduza o aquecimento global, ao mesmo tempo que garanta o aumento da produtividade agropecuária", explicou. O Programa ABC prevê metas como a recuperação de 15 milhões de hectares de terras degradadas no Brasil.

Ele apontou que o governo brasileiro quer incentivar os agricultores a adotarem o sistema de integração lavoura-pecuária-floresta em 4 milhões de hectares de terras. "Isso vai gerar mais renda aos produtores", disse. Outra meta do Programa ABC é levar a adoção do sistema de plantio direto na palha a 33 milhões de hectares de terra.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Apagão portuário é ameaça ao crescimento do agronegócio

ANÁLISE INFRAESTRUTURA
LUIZ ANTONIO FAYET
Especial para a FOLHA

O agronegócio brasileiro é um ilustre desconhecido da população, embora seja um dos maiores sucessos: sustentáculo do país e grande fábrica de mercado interno. Há 50 anos, o país dependia da importação de alimentos, mas hoje ocupa o segundo lugar como maior supridor do mercado externo. 

Em números aproximados, o Brasil supre 33% desse mercado em soja, 40% em açúcar, 85% em sucos cítricos, 90% em etanol, 45% em carne de frango e tem o maior rebanho bovino do mundo. 

O outro lado desse panorama: baixa apropriação de renda pelos produtores e pontos de pobreza no campo, apesar dos avanços. O problema está da porteira para fora: instabilidade jurídico-institucional, massacrante carga tributária e colapso logístico. 

A mudança da geografia de produção consolidou nas áreas tradicionais do Sul e do Sudeste as atividades mais complexas, transferindo para o Centro-Norte/Nordeste e Centro-Oeste a responsabilidade de atender o mercado de grãos, de carne bovina e de produtos florestais.
 
Mas essas novas fronteiras padecem de infraestrutura de transportes, especialmente de portos. Isso obriga o envio de cargas para os congestionados portos de Santos, Paranaguá e São Francisco do Sul, rodando perto de 2.000 km. 

Produtores do norte de Mato Grosso têm despendido mais de 50% do valor da soja em logística até um porto. 

Por isso, o país deixa de produzir cerca de 3 milhões de toneladas de soja e milho na última safra. Inaceitável. 

Para o Sul-Sudeste, o segmento de contêineres é ainda mais preocupante. Aumentar a exportação de carne de frango não mais depende da produção, mas, sim, de como tirar o produto do país. 

É necessário alterar a atual política portuária -baseada no decreto 6.620/2008, que inibe os investimentos privados em terminais, quando o governo não terá capacidade financeira por vários anos. 

A solução é urgente, mas, se adotada já, em quatro anos o quadro começará a ser revertido. Apagão nos aeroportos fotografa bem: pessoas dormindo no chão, passageiros vociferando contra funcionários inocentes. 

O apagão elétrico é mais impactante: a fábrica para, a geladeira não funciona, o banho é frio, perde-se a novela. Já o apagão portuário é diferente, invisível, mas infinitamente mais perverso: apaga os empregos, destrói a renda, apodrece as contas externas. 

A situação do colapso portuário não tem solução "de prateleira" e nos obriga a pelo menos duas reflexões: a) interessa, é justo para a sociedade brasileira prejuízos tão brutais?; b) até quando a soberania nacional prevalecerá diante das necessidades de um mundo faminto? 

O Brasil precisa ter juízo para não se atrapalhar. As coisas devem ser postas no rumo certo, pois já se acredita ter havido a substituição do "carismatismo" pelo cartesianismo na gestão pública. Mas a jornada é longa, e as sequelas para a economia, muito grandes e irreparáveis.

Luiz Antonio Fayet é economista e consultor em logística.

Fonte: Folha de São Paulo

quinta-feira, 31 de março de 2011

Agricultura brasileira perde com custos logísticos, diz CNA

Os custos logísticos são o principal problema da agricultura brasileira em comparação com outros grandes produtores do continente. Segundo o economista Luiz Antônio Fayet, da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), os produtores são eficientes, mas há uma discrepância "da porteira para fora".

Fayet disse que, segundo dados da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), a média de gastos com logística no Brasil, principalmente no transporte da produção até o porto, foi de US$ 84 por tonelada de soja em 2009. Nos Estados Unidos, o custo médio foi de US$ 21 e, na Argentina, de US$ 23.

"Se tivéssemos os custos dos Estados Unidos, os produtores poderiam ganhar cerca de R$ 6 a mais por saca", afirmou Fayet. Esse valor representa aproximadamente 15% do preço da saca em Mato Grosso, um dos estados produtores mais afetados pelos problemas logísticos do país. Em Rondonópolis, um dos municípios matogrossenses com maior produção, a saca de 60 quilos está sendo vendida por R$ 42.

Para solucionar o problema, segundo o presidente da Câmara de Infraestrutura e Logística do Agronegócio, José Torres de Melo, é preciso resolver o "colapso dos portos brasileiros, que não têm condições de exportar a safra".

Ele disse que a prioridade devem ser os portos das regiões Norte e Nordeste. "Se conseguirmos exportar por lá, vamos desafogar o Sul e o Sudeste", afirmou. O problema é que a situação desses portos é ruim: "É chocante que no Porto de Belém a capacidade de exportação seja zero e que Itaqui [em São Luís, Maranhão] esteja desde 1992 da mesma forma".

Escoando pelos portos do Norte do país, os produtores de Mato Grosso, por exemplo, estado com a maior produção nacional de grãos, poderiam reduzir pela metade a necessidade de transporte terrestre.

Atualmente, a produção viaja cerca 2 mil quilômetros antes de ser embarcada nos navios graneleiros. Segundo Fayet, as regiões Sul e Sudeste produzem menos soja e milho do que consomem. Mesmo assim, os portos dessas regiões escoam mais de 80% da produção nacional.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Bolsistas Seleção 2011 na Pós-Graduação em MBA em Gestão do Agronegócio

Universidade Federal do Paraná
Programa de Educação Continuada
em Ciências Agrárias- PECCA





Resultado do Processo de
Seleção/2011 de Bolsistas para ingresso
na Pós-graduação em MBA em Gestão do Agronegócio

1 - Adalgiza Flores Iarek Ferreira
2 - Ana Carolina Batista Pires Alves
3 - Jeam Carlos Palavro
4 - Melissa Dalla Grana
5 - Patricia Aparecida Basniak
6 - Rita da Cássia Barroso Alves
7 - Ney Kampa Filho
8 - Nerivaldo Fontanella


Curitiba, 21 de março de 2011.
Prof. Dr. João Batista Padilha Jr.
Coordenador da Pós-graduação em MBA em Gestão do Agronegócio

Exportação de agronegócio sobe, mas saldo é menor


O agronegócio paulista registrou exportações crescentes em janeiro e fevereiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2010 (9,8%), atingindo US$ 2,58 bilhões, mas as importações também crescentes (38,9%), que somaram US$ 1,50 bilhão, contribuíram para uma redução de 15% no saldo comercial, atingindo US$ 1,08 bilhão. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura do Estado (IEA).

Os pesquisadores José Sidnei Gonçalves e José Roberto afirmam que o destaque é que as importações paulistas nos demais setores - excluindo os agronegócios - somaram US$ 9,89 bilhões para exportações de US$ 4,86 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$ 5,03 bilhões.

Desempenho
Assim, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho dos agronegócios estaduais, cujos saldos ainda se mantiveram positivos, mesmo que decrescentes.

Já as exportações dos agronegócios brasileiros cresceram 23,7% em relação ao primeiro bimestre de 2010, atingindo US$ 11,0 bilhões, para importações 43,6% maiores, somando US$ 4,38 bilhões. 
O resultado foi superávit dos agronegócios de US$ 6,62 bilhões, 13,4% superior ao do mesmo período do ano anterior. Também neste caso, o desempenho dos agronegócios sustentou a balança comercial brasileira, uma vez que os demais setores produziram déficit no período. 
Nos últimos 12 meses, o Brasil alcançou recorde nas exportações. O número chegou a US$ 78,439 bilhões entre março de 2010 e fevereiro de 2011, um valor 19,8% acima do exportado no mesmo período do ano passado (US$ 65,460 bilhões). E o saldo acumulado neste intervalo foi de US$ 63,812.


Pela primeira vez chega-se ao valor de US$ 5,333 bilhões em fevereiro na série histórica que se iniciou em 1991. 

Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve um aumento de 21% nas vendas externas. O resultado foi um superávit de US$ 4,05 bilhões na balança comercial do agronegócio.

O setor de carnes foi o principal item das exportações, com registro de vendas de US$ 1,146 bilhão. O bom desempenho pode ser atribuído ao aumento de preço nas carnes bovina, suína e de frango - estas duas últimas registraram acréscimo da quantidade vendida.

Os setores responsáveis pelo aumento recorde de agronegócios do mês foram os itens: cereais, farinhas e preparações, que subiram 182,4%; café, com incremento de 72,8%; carnes, com 17,8%; complexo sucroalcooleiro (etanol e açúcar), 14,7%; e produtos florestais, 10,5%.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Pará busca conciliar investimento no agronegócio e preservação ambiental

Texto publicado em 23 de Março de 2011 - 05h05
Bruno Rios 
reportagem

Os agricultores e pecuaristas do Pará têm o enorme desafio de conciliar apreservação ambiental com o aumento dos investimentos financeiros no agronegócio. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, conversou com Portogente sobre asustentabilidade da produção local, ponto que sempre gerou polêmica no Norte do Brasil.

 “O desafio da agricultura paraense já a mais de uma década e que para o futuro vai se acirrar ainda mais é com a legislação ambiental. Não tenho dúvida de que o Pará estando na Amazônia é muito cobrado pela comunidade internacional e nós temos que desenvolver um trabalho imenso aqui. E é isso que estamos fazendo através do projeto Preservar”.

O projeto Preservar, destacado pelo presidente da Faepa, consiste em um conjunto de políticas que aliam a produção e a sustentabilidade ambiental, mostrando para o mundo que o Pará é o maior ativo ambiental do planeta e que tem o compromisso de utilizar do melhor modo possível os recursos naturais.

“Na minha visão é o maior desafio, mas estamos tirando-o de letra, mesmo porque o Pará tem hoje 76% do seu território completamente preservado. Apenas 24% das terras sofreram algum tipo de ação do homem e, nessa área antropizada, já temos uma proposta de fazer agricultura e pecuária de baixo carbono, sobretudo dentro do conceito tão divulgado da sustentabilidade”.


O presidente da Federação conta com o apoio do governador do Pará, Simão Jatene, neste desafio e destaca o que os produtores esperam do governo estadual daqui para frente. “Existe um diálogo franco entre ele e a gente sobre a necessidade que se tem da segurança total no campo rural paraense, com objetivo de atrairmos investidores e investimentos para alavancar o nosso desenvolvimento.”


segunda-feira, 21 de março de 2011

Problemas invadem os portos de Paranaguá e de Antonina prejudicando o escoamento do agronegócio da região Sul do País

A confusão impera nos portos paranaenses. Nos últimos dias, uma enxurrada de problemas invadiram os portos de Paranaguá e de Antonina, prejudicando o escoamento do agronegócio da região Sul do País.

Além das eternas filas nas vias de acesso, o Porto de Paranaguá ocupou as manchetes nacionais após a apreensão de produtos irregulares ligados a empresas que serviam de "laranja" para o esquema ilícito.

Além disso, a rodovia BR-277 enfrentou uma pane logística que deixou caminhoneiros que transportavam grãos para exportação totalmente atordoados. Os profissionais da estrada tiveram que enfrentar filas quilométricas, que acabaram prejudicando também a movimentação de veículos de passeio.

Já em Antonina, um deslizamento de terra na rodovia PR-408 danificou o acesso de água até o muncípio, deixando mais da metade da população sem água. O cenário na cidade que abriga o Terminal da Ponta de Félix é de caos, embora a expectativa é que a situação esteja totalmente regularizada até o final de semana.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dilema do agronegócio

A agricultura brasileira enfrenta um dilema. Enquanto os produtores rurais aperfeiçoam as técnicas utilizadas na lavoura, a falta de políticas públicas prejudica a comercialização e a remuneração. Durante o 22º Fórum Nacional da Soja, a senadora Ana Amélia Lemos criticou problemas em logística e preços dos produtos brasileiros, bem como as cargas tributárias incidentes sobre eles.

A senadora enfatizou o fato de o Brasil não possuir uma visão de longo prazo e uma política agrícola sustentável. "O que temos no Brasil? Agora em maio ou junho o governo deve anunciar o Plano Safra 2011-2012. Isso é suficiente? Não. É preciso que o agricultor avance substancialmente com a agricultura de precisão chegando aos níveis dos EUA em produtividade do milho e quase com a mesma produtividade de soja, como aconteceu na região de abrangência da Cotrijal", explica. Para ela, os agricultores da região cumpriram a função utilizando informação, tecnologia e coragem, no entanto não tem o reconhecimento merecido por parte do governo.

Perda da produção - Apenas nas estradas a perda de produção chega a duas sacas por caminhão. "Não é culpa do agricultor. Estamos com máquinas que têm precisão incrível com GPS, cálculo para distribuir sementes, adubo, e o caminhão de transporte vai espalhando soja até chegar ao porto. O governo não cuida disso, ou é o caminhão que não tem a qualidade necessária para evitar essa perda, ou é o buraco na estrada", critica.

Segundo ela os problemas em logística do Brasil são um empecilho para o desenvolvimento. "Temos o impasse de não permitir determinada obra que garanta acesso e a facilitação de uma logística mais barata colocada a disposição dos produtores, que são competitivos, comparados aos EUA, por exemplo, mas quando chega na área da logística a competitividade cai", compara.

Renda - A renda de pequenos e médios produtores é outro ponto de destaque. A senadora acrescenta que não adianta o produtor ter crédito se ele não conseguir renda para cumprir com esses compromissos. "Temos uma assimetria que faz com que os nossos custos de produção sejam maiores por carga tributária, custo, financeiro, falta de logística e apoio", justifica. A situação de médios produtores é ainda pior. "Aquele que tem até 300 hectares não tem nem financiamento, porque as vezes o patrimônio está comprometido e não tem recurso próprio para financiar a sua lavoura. São esses dilemas que precisam ser encarados pela política", reitera.

Código Florestal - O novo Código Florestal Brasileiro também marcou presença na explanação da senadora. Ana Amélia enfatizou que está no cargo para chamar a atenção para a urgência da votação desta lei. "Solicitei através de um requerimento à presidente que se faça junto um debate entre a Comissão de Meio Ambiente do senado com a comissão de Agricultura. Se não tiver um entendimento mínimo em relação a essa matéria haverá de novo dificuldade política para examinar uma questão tão relevante e urgente como a nossa", afirma.
A senadora também elogiou o compromisso do deputado autor da proposta, Aldo Rebelo. "Por acompanhar a trajetória do deputado e o compromisso dele com os interesses nacionais, tudo que ele propuser eu vou apoiar. Ele é um parlamentar diferenciado pela coragem e obstinação. Ele sabe o que está fazendo e eu confio no trabalho dele", pontua. Para ela, Rebelo é a maior autoridade em Código Florestal.
Dados da senadora - A safra de grãos de 2011 será 50% maior em relação a do último ano. Estimativa apresentada pelo MAPA no ano passado apontava uma expectativa para safra de 100 milhões de toneladas. Hoje esse montante deve chegar a 154 milhões.

O uso de plantio direto, agricultura de precisão e biotecnologia possibilitou um aumento na produção de alimentos sem a necessidade de se aumentar as áreas agricultáveis. Depois da implantação do plantio direto a terra e a natureza reagem positivamente na recuperação da biodiversidade.


terça-feira, 15 de março de 2011

Análise de Mercado

Veja cotações e situação de alguns dos principais produtos do agronegócio nacional, entre eles, frango, suíno e ovos em 11 de Março de 2011

Suíno vivo

As exportações brasileiras de carne suína tiveram incremento em volume e receita em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano passado, mas o número ficou aquém do esperado, informou nesta quarta-feira a associação que reúne produtores e exportadores do setor (Abipecs).

Os embarques aumentaram 7,62 por cento em volume, para 39 mil toneladas, na comparação com fevereiro do ano passado, também ficando acima das 34,8 mil toneladas exportadas em janeiro.

Contudo, o volume embarcado no acumulado do ano recuou para 73,8 mil toneladas, queda de 1,97 por cento sobre o primeiro bimestre de 2010.

 "Não se iniciou, portanto, o movimento de ampliação das exportações, que, esperamos, ocorra mais adiante", disse em comunicado Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

Os principais destinos no período foram Rússia, Hong Kong , Argentina, Angola e Cingapura, desbancando a Ucrânia que figurou entre os grandes compradores no mesmo período do ano passado.

A receita com as vendas externas de carne suína em fevereiro subiu 20 por cento, para 100,58 milhões de dólares, contra 83,8 milhões de dólares de igual mês no ano passado.

A Abiec destaca que a tendência de elevação dos preços prevalece e aponta um aumento de 11,5 por cento no preço médio da tonelada embarcada no mês passado, se comparado ao mesmo mês de 2011. (Suino.com)
o    GO R$2,50
o    MG R$2,60
o    SP R$2,45
o    RS R$2,52
o    SC R$2,20
o    PR R$2,25
o    MS R$2,10
o    MT R$1,90

Frango vivo

Mesmo enfrentando um mercado fraco durante todo o período (efeito pré-carnavalesco), o frango vivo comercializado no interior paulista manteve na primeira semana de março a mesma cotação – R$2,10/kg – alcançada na quarta semana de fevereiro. Ganha, assim, condições de obter rendimentos ainda maiores já que (senão nesta semana) o Brasil volta a "funcionar 100%".

A registrar, independente disso, que o valor até aqui obtido proporciona a melhor média nominal de preços já alcançada pelo setor, quer em termos mensais como anuais. Dessa forma, a média do mês, além de ser recorde absoluto do setor, se encontra 38% acima da média mensal registrada há um ano, em março de 2010, além de ser quase 4,5% superior à média mensal alcançada em fevereiro.

Já em termos anuais, o valor atualmente alcançado faz com que a média dos primeiros 64 dias de 2011 (1º de janeiro a 5 de março) se encontre em R$1,99/kg, supe rando em praticamente 21% o valor médio (R$1,65/kg) registrado nos 365 dias de 2010 – até recentemente o melhor da história do frango vivo e hoje amplamente superado. (Avisite)
o    SP R$2,10
o    CE R$2,70
o    MG R$2,15
o    GO R$2,00
o    MS R$2,00
o    PR R$2,05
o    SC R$2,00
o    RS R$2,05

Ovos
Ainda que tenha encerrado a primeira semana de março com um valor médio inferior (-2,01%) à média registrada em fevereiro (até aqui a melhor dos últimos 13 meses), o ovo tem todas as possibilidades de superar esse valor. Antecipa esse comportamento a breve alta obtida em pleno sábado de Carnaval, momento em que o comércio é habitualmente fraco. 
E, realmente, o setor precisa melhorar esse preço. Porque, além de ser menor que a média do mês anterior, o valor médio atual encontra-se menos de 6% acima da média alcançada em março de 2010. Dessa forma, permanece inferior aos custos, puxados principalmente pelo milho, que apresenta um incremento de preços superior a 70% nos últimos 365 dias.
Não só isso, porém. Porque mesmo apresentando no ano (3 de janeiro a 5 de março de 2011) valorização de 7,82% sobre a média registrada no decorrer do ano passado, o valor médio do ovo no corrente exercício ainda se encontra 6,3% a baixo da média registrada há três anos, em 2008. Ou seja: há muito que recuperar. (Avisite)

Ovos brancos
o    SP R$38,00
o    RJ R$39,00
o    MG R$39,00
Ovos vermelhos
o    MG R$41,00
o    RJ R$41,00
o    SP R$40,00

Boi gordo

A arroba do Boi Gordo no Estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 105,52, com a variação em relação ao dia anterior de -0,04%.  A variação registrada no mês de Março é de 0,14%. (Valor por arroba, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP).
O valor da arroba em dólar fechou ontem cotado a US$ 63,53, com a variação em relação ao dia anterior de -0,28% e com a variação de 0,27% no acumulado do mês na moeda norte-americana. 
Média ponderada de arroba do boi gordo no Estado de São Paulo - base de ponderação é a mesma usada para o Indicador Esalq/BM&F. 
Valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa NPR. 
A referência para contratos futuros da BM&F é o Indicador Esalq/BM&F.
o    Triangulo MG R$96,00
o    Goiânia GO R$98,00
o    Dourados MS R$98,00
o    C. Grande MS R$98,00
o    Três Lagoas MS R$98,00
o    Cuiabá MT R$96,50
o    Marabá PA R$87,00
o    Belo Horiz. MG R$95,00

Soja

A saca de 60 kg de soja no estado do Paraná, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 49,70. O mercado apresentou uma variação de -0,22% em relação ao dia anterior. O mês de Março apresenta uma variação de -0,4%.
O valor da saca em dólar fechou ontem cotado a US$ 29,92, com a variação em relação ao dia anterior de -0,47%, e com a variação de -0,3% no acumulado do mês.

Físico - saca 60Kg - livre ao produtor


o    R. Grande do Sul (média estadual) R$48,50
o    Goiás - GO (média estadual) R$43,00
o    Mato Grosso (média estadual) R$43,00
o    Paraná (média estadual) R$49,70
o    São Paulo (média estadual) R$48,00
o    Santa Catarina (média estadual) R$50,50
o    M. Grosso do Sul (média estadual) R$44,00
o    Minas Gerais (média estadual) R$47,00

Milho

A saca de 60 kg de milho no estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 31,22 a saca. O mercado apresentou uma variação de -0,55% em relação ao dia anterior e de 0,64% no acumulado do mês de Março.


O valor da saca em dólar fechou ontem em US$ 18,79, com uma variação de -0,79% em relação ao dia anterior, e com a variação de 0,77% no acumulado do mês. 

O Indicador Esalq/BM&F à vista, que tem como base Campinas-SP, distingue-se da média regional de Campinas porque utiliza o CDI como taxa de desconto dos valores a prazo. No mercado físico (média regional Campinas), porém, a taxa mais usual é a NPR. Já os valores a prazo são iguais.

Físico - saca 60Kg - livre ao produtor
o    Goiás (média estadual) R$26,50
o    Minas Gerais (média estadual) R$28,50
o    Mato Grosso (média estadual) R$23,00
o    M. Grosso Sul (média estadual) R$24,50
o    Paraná (média estadual) R$28,50
o    São Paulo (média estadual) R$31,22
o    Rio G. do Sul (média estadual) R$28,50
o    Santa Catarina (média estadual) R$29,50