segunda-feira, 28 de março de 2011

Exportação de agronegócio sobe, mas saldo é menor


O agronegócio paulista registrou exportações crescentes em janeiro e fevereiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2010 (9,8%), atingindo US$ 2,58 bilhões, mas as importações também crescentes (38,9%), que somaram US$ 1,50 bilhão, contribuíram para uma redução de 15% no saldo comercial, atingindo US$ 1,08 bilhão. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura do Estado (IEA).

Os pesquisadores José Sidnei Gonçalves e José Roberto afirmam que o destaque é que as importações paulistas nos demais setores - excluindo os agronegócios - somaram US$ 9,89 bilhões para exportações de US$ 4,86 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$ 5,03 bilhões.

Desempenho
Assim, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho dos agronegócios estaduais, cujos saldos ainda se mantiveram positivos, mesmo que decrescentes.

Já as exportações dos agronegócios brasileiros cresceram 23,7% em relação ao primeiro bimestre de 2010, atingindo US$ 11,0 bilhões, para importações 43,6% maiores, somando US$ 4,38 bilhões. 
O resultado foi superávit dos agronegócios de US$ 6,62 bilhões, 13,4% superior ao do mesmo período do ano anterior. Também neste caso, o desempenho dos agronegócios sustentou a balança comercial brasileira, uma vez que os demais setores produziram déficit no período. 
Nos últimos 12 meses, o Brasil alcançou recorde nas exportações. O número chegou a US$ 78,439 bilhões entre março de 2010 e fevereiro de 2011, um valor 19,8% acima do exportado no mesmo período do ano passado (US$ 65,460 bilhões). E o saldo acumulado neste intervalo foi de US$ 63,812.


Pela primeira vez chega-se ao valor de US$ 5,333 bilhões em fevereiro na série histórica que se iniciou em 1991. 

Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve um aumento de 21% nas vendas externas. O resultado foi um superávit de US$ 4,05 bilhões na balança comercial do agronegócio.

O setor de carnes foi o principal item das exportações, com registro de vendas de US$ 1,146 bilhão. O bom desempenho pode ser atribuído ao aumento de preço nas carnes bovina, suína e de frango - estas duas últimas registraram acréscimo da quantidade vendida.

Os setores responsáveis pelo aumento recorde de agronegócios do mês foram os itens: cereais, farinhas e preparações, que subiram 182,4%; café, com incremento de 72,8%; carnes, com 17,8%; complexo sucroalcooleiro (etanol e açúcar), 14,7%; e produtos florestais, 10,5%.

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