quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Rebanho bovino nacional cresce 1,5% em 2009, aponta IBGE


O rebanho bovino do país cresceu 1,5% em 2009 na comparação com o ano anterior e somou 205,3 milhões de cabeças. Com isso, o Brasil detém o segundo maior rebanho de bovinos do mundo, ficando atrás apenas da Índia. Em 2008, após dois anos em queda, o número de cabeças de gado havia apresentado alta de 1,3%. Os dados, divulgados nesta quarta, dia 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte da pesquisa Produção da Pecuária Municipal 2009.
Regionalmente, o levantamento aponta que a maior parte desses animais estava concentrada na Região Centro-Oeste, com 34,4% do efetivo nacional, seguida da Região Norte (19,7%) e da Sudeste (18,5%).
O estado de Mato Grosso é o que apresenta o maior número de animais (13,3%) e a cidade de Corumbá lidera o ranking entre os municípios, com cerca de 1,973 milhão de cabeças, representando 1% do efetivo nacional. Em seguida, aparecem São Félix do Xingu (PA), com 0,9%, e Ribas do Rio Pardo (MS), com 0,6%.
O documento do IBGE também destaca o incremento no rebanho do município de Porto Murtinho (MS), que registrou aumento de 25,3% de 2008 para 2009. Com isso, a cidade subiu da 12ª para a quinta posição no ranking dos principais municípios de um ano para o outro.
Ainda segundo o levantamento, o efetivo de bovinos encontra-se “bem distribuído” pelo país, já que os 20 principais municípios concentram cerca de 8,4% do total de animais.
O IBGE também constatou que foram abatidas no ano passado 28,063 milhões de cabeças e produzidas 6,661 milhões de toneladas de carne bovina. Desse total, 13,9% foram exportadas para outros países, tendo sido observada redução do volume comercializado externamente em cerca de 9,9% sobre o ano de 2008. A maior parte dessa carne foi exportada para Rússia, Hong Kong e Irã. O maior consumidor mundial de carne bovina foram os Estados Unidos, seguidos pela União Europeia e pelo Brasil.
Ao contrário do bovino, todos os outros rebanhos de grande porte investigados pelo IBGE sofreram redução. Os bubalinos (búfalos) apresentaram queda de 0,9%; os equinos, de 0,8%; os asininos (asnos), de 8,9% e os muares (burros e mulas), de 2,9%.
Em relação aos rebanhos de médio porte, a pesquisa aponta que houve crescimento de 3,3% no efetivo de suínos, em relação a 2008, totalizando 38 milhões de cabeças. Esse resultado coloca o Brasil como quinto maior produtor mundial, atrás apenas da China, dos Estados Unidos, da Alemanha e da Espanha. Os estados do Sul responderam por quase metade (48,5%) da quantidade de animais. Somente Santa Catarina possuía 21% das unidades.
Já o efetivo de caprinos teve queda de 2% e o de ovinos, de 1,1%.
Entre os de pequeno porte, o IBGE verificou aumento de 2,7% no efetivo de galinhas, que somou 1,234 bilhão de unidades. As codornas tiveram crescimento de 27,9% no período e os coelhos registraram queda de 10%.
O IBGE também identificou alta de 5,6% na produção de leite, tendo somado 29,112 bilhões de litros. Em valor de produção, a variação foi ainda maior, de 9,2%. Os principais produtores foram Minas Gerais (27,2%), Rio Grande do Sul (11,7%) e Paraná (11,5%).

FONTE: Canal Rural

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Evento do Agronegócio no Centro de Estação Experimental do Canguiri, Fazenda da UFPR


Com o proposito de fomentar discussões sobre agricultura sustentável, a III Feira de Fornecedores de Produtos, Equipamentos, Tecnologias e Serviços para o Agronegócio – Agronegócio Brasil (AnB 2010) – promovida pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná  em parceria com a Universidade Federal do Paraná – ocorre dias 24 a 26 de novembro, na Fazenda CAnguiri, região metropolitana de Curitiba..

Eventos simultâneos – A AnB contará  com Eventos simultaneos: II Simpósio Internacional de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários em Microbacas Hidrográficas: Pisa; III Simpósio Nacional sobre o Agronegócio e Segurança Alimentar; III Seminário Estadual de Agricultura e Meio Ambiente; Encontro Paranaense de Agronomia – O que os Engenheiros Agrônomos desejam e Propõem para a Agricultura Paranaense do Século XXI..

A visitação será gratuita. Para os eventos paralelos é necessária a inscrição prévia. Informações na AEAPR – Curitiba: www.aeapr-curitiba.com.br , (41) 3354-4745, aeapr@aeaprcuritba.com.br

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Exportações do agronegócio crescem e já são recordes

O agronegócio vem consolidando o recorde de exportações em 2010, superando o maior patamar da história (US$ 71,8 bilhões) atingido há dois anos. Na análise do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os embarques do setor nos últimos 12 meses, entre novembro de 2009 e outubro deste ano, já somam US$ 73,88 bilhões. A dois meses do final do ano, a previsão é de que o total exportado em 2010 ultrapasse US$ 74 bilhões, embaladas pelos preços em alta de alguns dos produtos mais vendidos pelo país no mercado internacional. A previsão é de Célio Porto, secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura.
Porto considera que o fator preço está sendo mais importante do que os volumes exportados em 2010 para as vendas externas do setor, embora as quantidades embarcadas de alguns produtos também sejam crescentes. "Para muitos, como a carne bovina por exemplo, um produto que é carro-chefe, o que está segurando são os preços, porque a quantidade até caiu. Carne de frango tem um crescimento pequeno, carne suína caiu a quantidade..."
O secretário enfatizou que esse novo ciclo de alta das commodities ocorre num ambiente de desvalorização do dólar no mercado internacional. "Sempre que isso ocorre, as mercadorias [cotadas em dólar] sobem de preço", destacou Porto. Mas o Brasil também está exportando volumes recordes de alguns produtos. É o caso da soja e do açúcar.
Em outubro, as vendas externas do agronegócio chegaram a US$ 6,99 bilhões, aumento de 27,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor é o maior na série do décimo mês do ano. As importações aumentaram 24,1%, chegando a US$ 1,19 bilhão. Como resultado, o superávit da balança comercial foi de U$ 5,79 bilhões.
Entre os setores que mais contribuíram para o avanço das exportações agropecuárias estão o complexo sucroalcooleiro (44,1%), café (62%), sucos de frutas (50,3%), animais vivos (58,8%) e complexo soja - farelo, grão e óleo - (28%).
A receita das exportações de carnes aumentou 6,4%, passando de US$ 1,139 bilhão, em outubro de 2009, para US$ 1,213 bilhão, em outubro de 2010. A venda de carne bovina in natura foi o destaque, sendo 20,6% superior. A arrecadação com o produto, há um ano, foi de US$ 286 milhões e saltou, no último mês, para US$ 345 milhões.
Na análise por país destaca-se o crescimento das vendas, em outubro, para: Indonésia (245,2%), Egito (161,4%), Irã (121,5%), Tailândia (84,6%), Espanha (79,7%), Japão (66,6%), Bélgica (65,7%), Coreia do Sul (51,1%); e Arábia Saudita (42,4%).

FONTE: BeefPoint.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Encontro presencial propicia aos alunos conhecerem atividades da SANEPAR e UFPR referentes a aproveitamento de resíduos e recuperação de áreas degradadas.

O 2º Encontro Presencial da turma 2010 do  Curso de Pós-graduação em Economia e Meio Ambiente da UFPR proporcionou visita técnica a campo aos alunos participantes.

Elas aconteceram nas dependências da  SANEPAR - Companhia de Saneamento do Paraná e  da estação experimental do Canguiri - da UFPR e foram orientadas  pelo professor do curso Charles Cordeiro, técnico da SANEPAR, consultor da área e professor do curso.

Na parte da manhã foi visitada a Estação de Tratamento de Esgotos Padilha Sul  e os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as pesquisas realizadas pela SANEPAR para reaproveitamento de lodo e captura de biogás para geração de energia.

No período da tarde, as visitas ocorreram nos reservatórios da SANEPAR, em  Piraquara, aonde os alunos foram conheceram projetos de recuperação de áreas degradadas. As visitas técnicas foram finalizadas na Estação Experimental Canguiri, da UFPR, onde tiveram a oportunidade de ter contato com as áreas de reflorestamento da instituição.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Produtos agrícolas empurram IPCA de outubro para maior alta desde 2002

As carnes encareceram 14,56% no acumulado do ano. Problemas climáticos no Brasil e no mundo reduziram a qualidade e a oferta de produtos agrícolas no território nacional, elevando os preços conforme se constatou ao longo de 2010.
Somente no último mês de outubro, esse tipo de alimento teve alta de 1,89%, a maior taxa para o mês desde 2002 e a mais alta desde junho de 2008. . De janeiro para cá, os preços desses itens já subiram 6,59%, exercendo forte pressão sobre a inflação no país.
“Os resultados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do ano estão muito vinculados ao comportamento dos preços dos alimentos. Os alimentos determinaram praticamente sozinhos o perfil da inflação em 2010 e o resultado de novembro também vai depender deles”, afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ainda de acordo com ela, os problemas climáticos, além do aumento da demanda externa e interna, contribuíram para a alta da carne. No acumulado do ano, o produto teve alta de 14,56%. Em outubro, as carnes subiram 3,48%.

FONTE: Beef World