quinta-feira, 24 de março de 2011

Pará busca conciliar investimento no agronegócio e preservação ambiental

Texto publicado em 23 de Março de 2011 - 05h05
Bruno Rios 
reportagem

Os agricultores e pecuaristas do Pará têm o enorme desafio de conciliar apreservação ambiental com o aumento dos investimentos financeiros no agronegócio. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, conversou com Portogente sobre asustentabilidade da produção local, ponto que sempre gerou polêmica no Norte do Brasil.

 “O desafio da agricultura paraense já a mais de uma década e que para o futuro vai se acirrar ainda mais é com a legislação ambiental. Não tenho dúvida de que o Pará estando na Amazônia é muito cobrado pela comunidade internacional e nós temos que desenvolver um trabalho imenso aqui. E é isso que estamos fazendo através do projeto Preservar”.

O projeto Preservar, destacado pelo presidente da Faepa, consiste em um conjunto de políticas que aliam a produção e a sustentabilidade ambiental, mostrando para o mundo que o Pará é o maior ativo ambiental do planeta e que tem o compromisso de utilizar do melhor modo possível os recursos naturais.

“Na minha visão é o maior desafio, mas estamos tirando-o de letra, mesmo porque o Pará tem hoje 76% do seu território completamente preservado. Apenas 24% das terras sofreram algum tipo de ação do homem e, nessa área antropizada, já temos uma proposta de fazer agricultura e pecuária de baixo carbono, sobretudo dentro do conceito tão divulgado da sustentabilidade”.


O presidente da Federação conta com o apoio do governador do Pará, Simão Jatene, neste desafio e destaca o que os produtores esperam do governo estadual daqui para frente. “Existe um diálogo franco entre ele e a gente sobre a necessidade que se tem da segurança total no campo rural paraense, com objetivo de atrairmos investidores e investimentos para alavancar o nosso desenvolvimento.”


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