quinta-feira, 31 de março de 2011

Agricultura brasileira perde com custos logísticos, diz CNA

Os custos logísticos são o principal problema da agricultura brasileira em comparação com outros grandes produtores do continente. Segundo o economista Luiz Antônio Fayet, da CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), os produtores são eficientes, mas há uma discrepância "da porteira para fora".

Fayet disse que, segundo dados da Anec (Associação Nacional dos Exportadores de Cereais), a média de gastos com logística no Brasil, principalmente no transporte da produção até o porto, foi de US$ 84 por tonelada de soja em 2009. Nos Estados Unidos, o custo médio foi de US$ 21 e, na Argentina, de US$ 23.

"Se tivéssemos os custos dos Estados Unidos, os produtores poderiam ganhar cerca de R$ 6 a mais por saca", afirmou Fayet. Esse valor representa aproximadamente 15% do preço da saca em Mato Grosso, um dos estados produtores mais afetados pelos problemas logísticos do país. Em Rondonópolis, um dos municípios matogrossenses com maior produção, a saca de 60 quilos está sendo vendida por R$ 42.

Para solucionar o problema, segundo o presidente da Câmara de Infraestrutura e Logística do Agronegócio, José Torres de Melo, é preciso resolver o "colapso dos portos brasileiros, que não têm condições de exportar a safra".

Ele disse que a prioridade devem ser os portos das regiões Norte e Nordeste. "Se conseguirmos exportar por lá, vamos desafogar o Sul e o Sudeste", afirmou. O problema é que a situação desses portos é ruim: "É chocante que no Porto de Belém a capacidade de exportação seja zero e que Itaqui [em São Luís, Maranhão] esteja desde 1992 da mesma forma".

Escoando pelos portos do Norte do país, os produtores de Mato Grosso, por exemplo, estado com a maior produção nacional de grãos, poderiam reduzir pela metade a necessidade de transporte terrestre.

Atualmente, a produção viaja cerca 2 mil quilômetros antes de ser embarcada nos navios graneleiros. Segundo Fayet, as regiões Sul e Sudeste produzem menos soja e milho do que consomem. Mesmo assim, os portos dessas regiões escoam mais de 80% da produção nacional.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Bolsistas Seleção 2011 na Pós-Graduação em MBA em Gestão do Agronegócio

Universidade Federal do Paraná
Programa de Educação Continuada
em Ciências Agrárias- PECCA





Resultado do Processo de
Seleção/2011 de Bolsistas para ingresso
na Pós-graduação em MBA em Gestão do Agronegócio

1 - Adalgiza Flores Iarek Ferreira
2 - Ana Carolina Batista Pires Alves
3 - Jeam Carlos Palavro
4 - Melissa Dalla Grana
5 - Patricia Aparecida Basniak
6 - Rita da Cássia Barroso Alves
7 - Ney Kampa Filho
8 - Nerivaldo Fontanella


Curitiba, 21 de março de 2011.
Prof. Dr. João Batista Padilha Jr.
Coordenador da Pós-graduação em MBA em Gestão do Agronegócio

Exportação de agronegócio sobe, mas saldo é menor


O agronegócio paulista registrou exportações crescentes em janeiro e fevereiro deste ano na comparação com o mesmo período de 2010 (9,8%), atingindo US$ 2,58 bilhões, mas as importações também crescentes (38,9%), que somaram US$ 1,50 bilhão, contribuíram para uma redução de 15% no saldo comercial, atingindo US$ 1,08 bilhão. Os dados são do Instituto de Economia Agrícola da Secretaria de Agricultura do Estado (IEA).

Os pesquisadores José Sidnei Gonçalves e José Roberto afirmam que o destaque é que as importações paulistas nos demais setores - excluindo os agronegócios - somaram US$ 9,89 bilhões para exportações de US$ 4,86 bilhões, gerando um déficit externo desse agregado de US$ 5,03 bilhões.

Desempenho
Assim, conclui-se que o déficit do comércio exterior paulista só não foi maior devido ao desempenho dos agronegócios estaduais, cujos saldos ainda se mantiveram positivos, mesmo que decrescentes.

Já as exportações dos agronegócios brasileiros cresceram 23,7% em relação ao primeiro bimestre de 2010, atingindo US$ 11,0 bilhões, para importações 43,6% maiores, somando US$ 4,38 bilhões. 
O resultado foi superávit dos agronegócios de US$ 6,62 bilhões, 13,4% superior ao do mesmo período do ano anterior. Também neste caso, o desempenho dos agronegócios sustentou a balança comercial brasileira, uma vez que os demais setores produziram déficit no período. 
Nos últimos 12 meses, o Brasil alcançou recorde nas exportações. O número chegou a US$ 78,439 bilhões entre março de 2010 e fevereiro de 2011, um valor 19,8% acima do exportado no mesmo período do ano passado (US$ 65,460 bilhões). E o saldo acumulado neste intervalo foi de US$ 63,812.


Pela primeira vez chega-se ao valor de US$ 5,333 bilhões em fevereiro na série histórica que se iniciou em 1991. 

Em relação ao mesmo mês do ano passado, houve um aumento de 21% nas vendas externas. O resultado foi um superávit de US$ 4,05 bilhões na balança comercial do agronegócio.

O setor de carnes foi o principal item das exportações, com registro de vendas de US$ 1,146 bilhão. O bom desempenho pode ser atribuído ao aumento de preço nas carnes bovina, suína e de frango - estas duas últimas registraram acréscimo da quantidade vendida.

Os setores responsáveis pelo aumento recorde de agronegócios do mês foram os itens: cereais, farinhas e preparações, que subiram 182,4%; café, com incremento de 72,8%; carnes, com 17,8%; complexo sucroalcooleiro (etanol e açúcar), 14,7%; e produtos florestais, 10,5%.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Pará busca conciliar investimento no agronegócio e preservação ambiental

Texto publicado em 23 de Março de 2011 - 05h05
Bruno Rios 
reportagem

Os agricultores e pecuaristas do Pará têm o enorme desafio de conciliar apreservação ambiental com o aumento dos investimentos financeiros no agronegócio. O presidente da Federação de Agricultura e Pecuária do Pará (Faepa), Carlos Xavier, conversou com Portogente sobre asustentabilidade da produção local, ponto que sempre gerou polêmica no Norte do Brasil.

 “O desafio da agricultura paraense já a mais de uma década e que para o futuro vai se acirrar ainda mais é com a legislação ambiental. Não tenho dúvida de que o Pará estando na Amazônia é muito cobrado pela comunidade internacional e nós temos que desenvolver um trabalho imenso aqui. E é isso que estamos fazendo através do projeto Preservar”.

O projeto Preservar, destacado pelo presidente da Faepa, consiste em um conjunto de políticas que aliam a produção e a sustentabilidade ambiental, mostrando para o mundo que o Pará é o maior ativo ambiental do planeta e que tem o compromisso de utilizar do melhor modo possível os recursos naturais.

“Na minha visão é o maior desafio, mas estamos tirando-o de letra, mesmo porque o Pará tem hoje 76% do seu território completamente preservado. Apenas 24% das terras sofreram algum tipo de ação do homem e, nessa área antropizada, já temos uma proposta de fazer agricultura e pecuária de baixo carbono, sobretudo dentro do conceito tão divulgado da sustentabilidade”.


O presidente da Federação conta com o apoio do governador do Pará, Simão Jatene, neste desafio e destaca o que os produtores esperam do governo estadual daqui para frente. “Existe um diálogo franco entre ele e a gente sobre a necessidade que se tem da segurança total no campo rural paraense, com objetivo de atrairmos investidores e investimentos para alavancar o nosso desenvolvimento.”


segunda-feira, 21 de março de 2011

Problemas invadem os portos de Paranaguá e de Antonina prejudicando o escoamento do agronegócio da região Sul do País

A confusão impera nos portos paranaenses. Nos últimos dias, uma enxurrada de problemas invadiram os portos de Paranaguá e de Antonina, prejudicando o escoamento do agronegócio da região Sul do País.

Além das eternas filas nas vias de acesso, o Porto de Paranaguá ocupou as manchetes nacionais após a apreensão de produtos irregulares ligados a empresas que serviam de "laranja" para o esquema ilícito.

Além disso, a rodovia BR-277 enfrentou uma pane logística que deixou caminhoneiros que transportavam grãos para exportação totalmente atordoados. Os profissionais da estrada tiveram que enfrentar filas quilométricas, que acabaram prejudicando também a movimentação de veículos de passeio.

Já em Antonina, um deslizamento de terra na rodovia PR-408 danificou o acesso de água até o muncípio, deixando mais da metade da população sem água. O cenário na cidade que abriga o Terminal da Ponta de Félix é de caos, embora a expectativa é que a situação esteja totalmente regularizada até o final de semana.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Dilema do agronegócio

A agricultura brasileira enfrenta um dilema. Enquanto os produtores rurais aperfeiçoam as técnicas utilizadas na lavoura, a falta de políticas públicas prejudica a comercialização e a remuneração. Durante o 22º Fórum Nacional da Soja, a senadora Ana Amélia Lemos criticou problemas em logística e preços dos produtos brasileiros, bem como as cargas tributárias incidentes sobre eles.

A senadora enfatizou o fato de o Brasil não possuir uma visão de longo prazo e uma política agrícola sustentável. "O que temos no Brasil? Agora em maio ou junho o governo deve anunciar o Plano Safra 2011-2012. Isso é suficiente? Não. É preciso que o agricultor avance substancialmente com a agricultura de precisão chegando aos níveis dos EUA em produtividade do milho e quase com a mesma produtividade de soja, como aconteceu na região de abrangência da Cotrijal", explica. Para ela, os agricultores da região cumpriram a função utilizando informação, tecnologia e coragem, no entanto não tem o reconhecimento merecido por parte do governo.

Perda da produção - Apenas nas estradas a perda de produção chega a duas sacas por caminhão. "Não é culpa do agricultor. Estamos com máquinas que têm precisão incrível com GPS, cálculo para distribuir sementes, adubo, e o caminhão de transporte vai espalhando soja até chegar ao porto. O governo não cuida disso, ou é o caminhão que não tem a qualidade necessária para evitar essa perda, ou é o buraco na estrada", critica.

Segundo ela os problemas em logística do Brasil são um empecilho para o desenvolvimento. "Temos o impasse de não permitir determinada obra que garanta acesso e a facilitação de uma logística mais barata colocada a disposição dos produtores, que são competitivos, comparados aos EUA, por exemplo, mas quando chega na área da logística a competitividade cai", compara.

Renda - A renda de pequenos e médios produtores é outro ponto de destaque. A senadora acrescenta que não adianta o produtor ter crédito se ele não conseguir renda para cumprir com esses compromissos. "Temos uma assimetria que faz com que os nossos custos de produção sejam maiores por carga tributária, custo, financeiro, falta de logística e apoio", justifica. A situação de médios produtores é ainda pior. "Aquele que tem até 300 hectares não tem nem financiamento, porque as vezes o patrimônio está comprometido e não tem recurso próprio para financiar a sua lavoura. São esses dilemas que precisam ser encarados pela política", reitera.

Código Florestal - O novo Código Florestal Brasileiro também marcou presença na explanação da senadora. Ana Amélia enfatizou que está no cargo para chamar a atenção para a urgência da votação desta lei. "Solicitei através de um requerimento à presidente que se faça junto um debate entre a Comissão de Meio Ambiente do senado com a comissão de Agricultura. Se não tiver um entendimento mínimo em relação a essa matéria haverá de novo dificuldade política para examinar uma questão tão relevante e urgente como a nossa", afirma.
A senadora também elogiou o compromisso do deputado autor da proposta, Aldo Rebelo. "Por acompanhar a trajetória do deputado e o compromisso dele com os interesses nacionais, tudo que ele propuser eu vou apoiar. Ele é um parlamentar diferenciado pela coragem e obstinação. Ele sabe o que está fazendo e eu confio no trabalho dele", pontua. Para ela, Rebelo é a maior autoridade em Código Florestal.
Dados da senadora - A safra de grãos de 2011 será 50% maior em relação a do último ano. Estimativa apresentada pelo MAPA no ano passado apontava uma expectativa para safra de 100 milhões de toneladas. Hoje esse montante deve chegar a 154 milhões.

O uso de plantio direto, agricultura de precisão e biotecnologia possibilitou um aumento na produção de alimentos sem a necessidade de se aumentar as áreas agricultáveis. Depois da implantação do plantio direto a terra e a natureza reagem positivamente na recuperação da biodiversidade.


terça-feira, 15 de março de 2011

Análise de Mercado

Veja cotações e situação de alguns dos principais produtos do agronegócio nacional, entre eles, frango, suíno e ovos em 11 de Março de 2011

Suíno vivo

As exportações brasileiras de carne suína tiveram incremento em volume e receita em fevereiro na comparação com o mesmo período do ano passado, mas o número ficou aquém do esperado, informou nesta quarta-feira a associação que reúne produtores e exportadores do setor (Abipecs).

Os embarques aumentaram 7,62 por cento em volume, para 39 mil toneladas, na comparação com fevereiro do ano passado, também ficando acima das 34,8 mil toneladas exportadas em janeiro.

Contudo, o volume embarcado no acumulado do ano recuou para 73,8 mil toneladas, queda de 1,97 por cento sobre o primeiro bimestre de 2010.

 "Não se iniciou, portanto, o movimento de ampliação das exportações, que, esperamos, ocorra mais adiante", disse em comunicado Pedro de Camargo Neto, presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs).

Os principais destinos no período foram Rússia, Hong Kong , Argentina, Angola e Cingapura, desbancando a Ucrânia que figurou entre os grandes compradores no mesmo período do ano passado.

A receita com as vendas externas de carne suína em fevereiro subiu 20 por cento, para 100,58 milhões de dólares, contra 83,8 milhões de dólares de igual mês no ano passado.

A Abiec destaca que a tendência de elevação dos preços prevalece e aponta um aumento de 11,5 por cento no preço médio da tonelada embarcada no mês passado, se comparado ao mesmo mês de 2011. (Suino.com)
o    GO R$2,50
o    MG R$2,60
o    SP R$2,45
o    RS R$2,52
o    SC R$2,20
o    PR R$2,25
o    MS R$2,10
o    MT R$1,90

Frango vivo

Mesmo enfrentando um mercado fraco durante todo o período (efeito pré-carnavalesco), o frango vivo comercializado no interior paulista manteve na primeira semana de março a mesma cotação – R$2,10/kg – alcançada na quarta semana de fevereiro. Ganha, assim, condições de obter rendimentos ainda maiores já que (senão nesta semana) o Brasil volta a "funcionar 100%".

A registrar, independente disso, que o valor até aqui obtido proporciona a melhor média nominal de preços já alcançada pelo setor, quer em termos mensais como anuais. Dessa forma, a média do mês, além de ser recorde absoluto do setor, se encontra 38% acima da média mensal registrada há um ano, em março de 2010, além de ser quase 4,5% superior à média mensal alcançada em fevereiro.

Já em termos anuais, o valor atualmente alcançado faz com que a média dos primeiros 64 dias de 2011 (1º de janeiro a 5 de março) se encontre em R$1,99/kg, supe rando em praticamente 21% o valor médio (R$1,65/kg) registrado nos 365 dias de 2010 – até recentemente o melhor da história do frango vivo e hoje amplamente superado. (Avisite)
o    SP R$2,10
o    CE R$2,70
o    MG R$2,15
o    GO R$2,00
o    MS R$2,00
o    PR R$2,05
o    SC R$2,00
o    RS R$2,05

Ovos
Ainda que tenha encerrado a primeira semana de março com um valor médio inferior (-2,01%) à média registrada em fevereiro (até aqui a melhor dos últimos 13 meses), o ovo tem todas as possibilidades de superar esse valor. Antecipa esse comportamento a breve alta obtida em pleno sábado de Carnaval, momento em que o comércio é habitualmente fraco. 
E, realmente, o setor precisa melhorar esse preço. Porque, além de ser menor que a média do mês anterior, o valor médio atual encontra-se menos de 6% acima da média alcançada em março de 2010. Dessa forma, permanece inferior aos custos, puxados principalmente pelo milho, que apresenta um incremento de preços superior a 70% nos últimos 365 dias.
Não só isso, porém. Porque mesmo apresentando no ano (3 de janeiro a 5 de março de 2011) valorização de 7,82% sobre a média registrada no decorrer do ano passado, o valor médio do ovo no corrente exercício ainda se encontra 6,3% a baixo da média registrada há três anos, em 2008. Ou seja: há muito que recuperar. (Avisite)

Ovos brancos
o    SP R$38,00
o    RJ R$39,00
o    MG R$39,00
Ovos vermelhos
o    MG R$41,00
o    RJ R$41,00
o    SP R$40,00

Boi gordo

A arroba do Boi Gordo no Estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 105,52, com a variação em relação ao dia anterior de -0,04%.  A variação registrada no mês de Março é de 0,14%. (Valor por arroba, descontado o Prazo de Pagamento pela taxa CDI/CETIP).
O valor da arroba em dólar fechou ontem cotado a US$ 63,53, com a variação em relação ao dia anterior de -0,28% e com a variação de 0,27% no acumulado do mês na moeda norte-americana. 
Média ponderada de arroba do boi gordo no Estado de São Paulo - base de ponderação é a mesma usada para o Indicador Esalq/BM&F. 
Valores a prazo são convertidos para à vista pela taxa NPR. 
A referência para contratos futuros da BM&F é o Indicador Esalq/BM&F.
o    Triangulo MG R$96,00
o    Goiânia GO R$98,00
o    Dourados MS R$98,00
o    C. Grande MS R$98,00
o    Três Lagoas MS R$98,00
o    Cuiabá MT R$96,50
o    Marabá PA R$87,00
o    Belo Horiz. MG R$95,00

Soja

A saca de 60 kg de soja no estado do Paraná, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 49,70. O mercado apresentou uma variação de -0,22% em relação ao dia anterior. O mês de Março apresenta uma variação de -0,4%.
O valor da saca em dólar fechou ontem cotado a US$ 29,92, com a variação em relação ao dia anterior de -0,47%, e com a variação de -0,3% no acumulado do mês.

Físico - saca 60Kg - livre ao produtor


o    R. Grande do Sul (média estadual) R$48,50
o    Goiás - GO (média estadual) R$43,00
o    Mato Grosso (média estadual) R$43,00
o    Paraná (média estadual) R$49,70
o    São Paulo (média estadual) R$48,00
o    Santa Catarina (média estadual) R$50,50
o    M. Grosso do Sul (média estadual) R$44,00
o    Minas Gerais (média estadual) R$47,00

Milho

A saca de 60 kg de milho no estado de São Paulo, segundo informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) encerrou a quinta-feira cotada a R$ 31,22 a saca. O mercado apresentou uma variação de -0,55% em relação ao dia anterior e de 0,64% no acumulado do mês de Março.


O valor da saca em dólar fechou ontem em US$ 18,79, com uma variação de -0,79% em relação ao dia anterior, e com a variação de 0,77% no acumulado do mês. 

O Indicador Esalq/BM&F à vista, que tem como base Campinas-SP, distingue-se da média regional de Campinas porque utiliza o CDI como taxa de desconto dos valores a prazo. No mercado físico (média regional Campinas), porém, a taxa mais usual é a NPR. Já os valores a prazo são iguais.

Físico - saca 60Kg - livre ao produtor
o    Goiás (média estadual) R$26,50
o    Minas Gerais (média estadual) R$28,50
o    Mato Grosso (média estadual) R$23,00
o    M. Grosso Sul (média estadual) R$24,50
o    Paraná (média estadual) R$28,50
o    São Paulo (média estadual) R$31,22
o    Rio G. do Sul (média estadual) R$28,50
o    Santa Catarina (média estadual) R$29,50



quinta-feira, 10 de março de 2011

Rastreabilidade e Certificação do Processo Produtivo

ASSOCIAÇÃO PARANAENSE DE SUINOCULTORES

O Brasil hoje produz carne suína com razoável produtividade, com uma sanidade muito próxima do que se espera e é possível, com granjas altamente tecnificadas, com aceitação razoável ou boa pelo público consumidor, com baixo colesterol, baixo teor de gordura, saudabilidade comprovada, bons teores de proteína, ótimos e necessários teores de Potássio e de Ferro.

Porém o produtor vive de altos e baixos, na dependência de uma abertura de um mercado externo, torcendo para que não haja nenhuma imposição de alguma barreira comercial,  então isto quer dizer que: 

1-Vendemos para aqueles que necessitam e não fazem muita questão de saber a quantas anda a tal de SANIDADE e portanto pagam pouco.

2-Vendemos para aqueles que estão precisando e que portanto não podem impor grandes barreiras, porém também não pagam muito.

3-Vendemos para quem paga um pouco mais, e dependemos dele, porém impõe uma série de restrições e negociatas, e as vezes nos deixa a ver navios.

4-Não vendemos nada para quem paga muito bem, porque impõe barreiras sanitárias, comerciais, bem estar animal, adequação ambiental da produção e etc.

Porque nós não atingimos estes mercados, se a nossa carne é tão boa ou melhor que a deles?

Porque nós não somos um país livre de FEBRE AFTOSA sem vacinação, porque nós não temos um processo de rastreabilidade e de certificação que garanta todas estas exigências, nós não temos nenhum processo escrito, documentado, demonstrador a qualquer dia e a qualquer hora, das condições  em que foram produzidos aqueles animais, como foram abatidos, como foi manipulada sua  carne  e melhor ainda que nos diga   se  houver algum problema com este produto, aonde ele chegar, que mostre que ele veio do BRASIL, do Estado “X”, foi produzido pelo Sr. Suinocultor “X”,  na Granja Suíno Feliz.

Isto simplificadamente é um processo de RASTREABILIDADE e de CERTIFICAÇÃO.

Porque não fazemos, se é tão simples? Porque é mais cômodo ficar como esta, não se incomodar, este negócio de exportação é para grandes, isto não é para mim.

E o consumidor interno como fica? Ele não exige qualidade, compra o que tiver para vender.

Ledo engano, o consumidor interno que é o nosso maior cliente, quer qualidade sim, exige e paga por ela, mas ele também quer ver o processo confirmado do inicio ao fim, quer ver boa apresentação, cortes adequados e a garantia de que é uma carne saudável.

Vamos pensar um pouco sobre isto? A sim, eu ia esquecendo de dizer, este processo normalmente  remunera melhor e até prova em contrário garante mercado, e,  será ele que irá dizer quem continuará neste mercado em um futuro bem próximo.

Não perca tempo entre em contato com sua Associação, e comece a ser o suinocultor do futuro.   

Carlos Francisco Geesdorf

segunda-feira, 7 de março de 2011

Cursos de Formação Rápida PECCA

Estão abertas as inscrições para os cursos de Formação Rápida do Programa de Educação Continuada em Ciências Agrárias (PECCA) da Universidade Federal do Paraná (UFPR) com apóio da Fundação Paranaense de Estudos Florestais (FUPEF).

Os cursos tem curta duração de 2 a 3 meses (60 e 90 horas/aula respectivamente) tem início no dia 14 de abril.

1 - SISTEMAS DE INFORMAÇÃO GEOGRÁFICA APLICADOS AOS RECURSOS NATURAIS
Valor do investimento: 4 parcelas de 245,00
Duração: 03 meses de aula (90 horas/aula)
Inscrições:  www.pecca.ufpr.br
Contatos: 41 33505696 / 3350 5787 / cursosig@ufpr.br

2 - PAISAGISMO PRODUTIVO
Valor do investimento: 3 parcelas de 250,00
Duração: 02 meses de aula (60 horas/aula)
Inscrições: www.pecca.ufpr.br
Contatos: 41 33505696 / 3350 5787 / paisagismoprodutivo@ufpr.br

3 - MERCADOS DERIVATIVOS FINANCEIROS DO AGRONEGÓCIO
Início dia: 27 de maio!
Valor do investimento: 3 parcelas de 300,00
Duração: 02 meses de aula (60 horas/aula)
Inscrições: www.pecca.ufpr.br
Contatos: 41 33505696 / 3350 5787 / cursoderivativos@ufpr.br

4 - ELABORACAO DE PROJETOD PARA MDL E CRÉDITO DE CARBONO
Valor de Investimento: 4 parcelas de R$ 320,00
Duração: 3 meses de aula (90horas/aula)
Inscrição: www.pecca.ufpr.br
Contatos: 41 33505696 / 3350 5787 / pcc@ufpr.br

5 - PRODUTOS FLORESTAIS NÃO MADEIRAVEIS  
Valor de Investimento: 4 parcelas de R$ 190,00
Duração: 3 meses de aula (90horas/aula)
Inscrição: www.pecca.ufpr.br
Contatos: 41 33505696 / 3350 5787 pfnm@ufpr.br

6 - RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS
Valor de Investimento: 3 parcelas de R$ 320,00
Duração: 2 meses de aula (90horas/aula)
Inscrição: www.pecca.ufpr.br
Contatos: 41 33505696 / 3350 5787 / rad@ufpr.br

7 - AUDITORIA AMBIENTAL
Valor do investimento: 3 parcelas de 300,00
Duração: 02 meses de aula (60 horas/aula)
Inscrições: www.pecca.ufpr.br
Contatos: 41 33505696 / 3350 5787 / auditoriaambiental@ufpr.br


8 - LICENCIAMENTO AMBIENTAL E AVALIAÇÃO DE IMPACTOS AMBIENTAIS/EIA-RIMA
Valor do investimento: 3 parcelas de 295,00
Duração: 02 meses de aula (60 horas/aula)
Inscrições: www.pecca.ufpr.br
Contatos: 41 33505696 / 3350 5787 / licenciamentoambiental@ufpr.br

9 – MANEJO E INVENTÁRIO DE FLORESTAS PLANTADAS
Valor do investimento: 3 parcelas de 300,00
Duração: 02 meses de aula (60 horas/aula)
Inscrições: www.pecca.ufpr.br
Contatos: 41 33505696 / 3350 5787 / florestaplantada@ufpr.br


Maiores informações no site www.pecca.ufpr.br
Tel: (41) 3350-5787/(41) 3253-5569