Economista elogia postura de Dilma
Por Dalila Travaglia (dalila@eshoje.com.br) / Foto: Divulgação.
O crescimento do Espírito Santo no acumulado do ano de 2010 foi de 13,3%, mais forte e representativo que do Brasil, que marcou 8,4%. No resultado do Produto Interno Bruto (PIB) capixaba do terceiro trimestre de 2010, foi possível notar que a economia do Estado recupera o ritmo de crescimento em 2,3%. O maior motivo para essa expansão se deu ao agronegócio, responsável por 30% do PIB estadual.
Os dados do Instituto Jones dos Santos Neves (IJNS) mostram que enquanto no segundo trimestre de 2010 o PIB obteve um resultado de -1,9%, no terceiro trimestre, ele fechou em +2,3%. No Brasil, esse crescimento foi de 0,5%. Dentre os contribuintes para esses excelentes números está o agronegócio, que no ano de 2009 gerou de riqueza para o Espírito Santo R$ 20,7 bilhões.
O agronegócio está dividido em quatro setores: o de serviços relacionados (32,3%), o de indústria de base agrícola (20,1%), insumos (8,7%) e agropecuária (39,0%). De acordo com a diretora-presidente do IJSN, Ana Paula Vescovi essa é uma economia pujante, em franco processo expansão.
Além da agricultura outros setores impulsionaram e contribuiram para o crescimento do PIB. Um deles está no setor de petróleo e gás, além do expressivo número nas exportações, que de janeiro a dezembro de 2010 dobraram.
Na oportunidade, Ana Paula adiantou um dado que oficialmente só será divulgado em fevereiro. A região de Anchieta e Presidente Kennedy, denominada Metrópole Expandida Sul atualmente atrai mais investimento que a Grande Vitória. São 32,5% contra 30,5. Segue na participação de investimento nas microregiões administrativas, o polo de Linhares (21,7).
Cenário Mundial.
Durante a primeira reunião do ano do Grupo Permanente de Acompanhamento Empresarial do ES, nesta quarta-feira (26), o economista Dirceu Bezerra contou que o desequilíbrio da fraqueza mundial se deve a China e aos Estados Unidos. O país oriental se mostra produtor, financia, compra títulos com poupança e investimentos. Enquanto o EUA consome tudo, não poupa nada e endivida muito. Em contra partida, os EUA tem um total de 25,52 % de participação no PIB mundial, contra 8,8 do da China.
De acordo com Bezerra, o Brasil entrou na crise de 2008 com melhores condições, e está atravesando como uma das estrelas. "O Brasil na e pós crise estava fazendo a lição de casa, e passivos viram ativos. Está com o câmbio ajustado, baixos juros e muito crédito. Tem muito a ganhar com a copa e a olimpíada, além do pré-sal, que o ES terá grande participação", destaca o economista.
Bezerra também elogiou e se diz esperançoso com o novo governo presidido por Dilma Rousseff. "O discurso de posse e as atitudes tomadas até agora, mostra que ela está se saindo melhor que na campanha, com uma postura pró-ativa, e sabendo enfrentar o PMDB", declara.
Fonte: Eshoje.


