quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Festas de fim de ano com carne suína

Leitão assado, pernil, costelinha, lombo, bisteca, bacon, torresmo, linguiça e salame. Certamente um desses ingredientes suínos vai frequentar mais de uma vez a mesa do brasileiro neste mês e tem grande chance de ser o prato principal nas ceias de fim de ano. Isso se a tendência de aumento de consumo de carne suína se confirmar até o último dia de dezembro. Segundo a Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o consumo per capita de carne suína deve fechar o ano com 14 a 14,5 quilos, ou seja, 2 quilos a mais do que o desempenho do ano passado.

Migração. O setor de suínos foi beneficiado também pela alta de seus principais concorrentes
Embora o brasileiro ainda prefira comprar, ao longo do ano, principalmente carne de frango - proteína responsável por 44% do consumo nacional, representando 40,1 quilos per capita/ano -, e, em seguida, carne bovina, com 41% do total, ou 37,3 quilos per capita/ano, a carne suína, que hoje ocupa o terceiro posto, com o índice de 15%, tem grandes chances de desbancar essas duas carnes na mesa do Natal e do ano-novo, seja na forma de tender, pernil ou leitoa à pururuca.
Mercado aquecido. Para o suinocultor, a elevação dos preços já havia confirmado o consumo aquecido antes mesmo de dezembro começar, com picos de preço no fim de novembro. Segundo a APCS, a arroba do suíno chegou a valer R$ 70 ao produtor. O quilo da carne ficou na média de R$ 5,60 e o preço do animal vivo, R$ 3,73.
"A expectativa do setor é que o preço continue firme, com o aumento de consumo", afirma o presidente da entidade, Valdomiro José Ferreira, acrescentando que o bom momento atual é reflexo sobretudo de campanhas para quebrar o preconceito contra a carne de porco, vista como alimento com alto teor de gordura. "Hoje há várias linhagens suínas que produzem carnes saborosas e magras", afirma Ferreira.               
Outro fator que contribuiu para o crescimento do consumo está ligado à situação de estabilidade econômica do País, além do maior poder aquisitivo da população. "A carne suína está presente nas refeições do brasileiro e já entra pelo menos duas vezes por semana na mesa das classes D e E", afirma o presidente da APCS.
  
Fonte: O Estado de S.Paulo online

Governo anuncia campanha para carne brasileira

O governo vai promover uma campanha no exterior para divulgar informações sobre as condições fitossanitárias e a qualidade dos produtos do agronegócio brasileiro. A informação foi dada pelo ministro da Agricultura, Wagner Rossi. A campanha dará prioridade aos países "que exageram nas exigências" para importar carne brasileira, disse Rossi. Segundo ele, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já autorizou a iniciativa.
Para o ministro, o Brasil já reúne condições para ser considerado área livre da febre aftosa com vacinação em todo o país, pois, há mais de seis anos, não são registradas ocorrências da doença. Rossi admite que o Brasil terá mais facilidade para receber esse reconhecimento internacional quando a situação sanitária dos países vizinhos for mais confiável. Por isso, o governo brasileiro tem interesse em apoiar a Bolívia, a Venezuela e até o Equador, que não faz fronteira com o Brasil, no combate à aftosa.
O ministro relatou que autoridades estrangeiras que cuidam de comércio exterior e saúde pública "não estão suficientemente informadas sobre a regularidade que existe no Brasil, não só quanto às condições fitossanitárias, mas também sobre a questão agrária do uso da terra para a pecuária ou produção agrícola".
De acordo com o presidente da Câmara Setorial da Cadeia Produtiva da Carne Bovina, Antenor Nogueira, a União Europeia (UE) só quer comprar carne bovina brasileira de gado identificado pelo sistema de rastreamento que seja da mesma fazenda, desde o nascimento até o abate. Ele considera essa exigência uma "discriminação" da UE com o produto brasileiro, pois "outros importadores não fazem a mesma exigência".  Com informações da Agência Brasil.

FONTE: Pecuária.com

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

FAO aponta forte alta no preço dos alimentos


A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) elevou hoje o índice mensal de preço dos alimentos para o nível mais alto em 28 meses devido à valorização global das cotações dos cereais, do açúcar e dos óleos vegetais.
O indicador em novembro subiu 3,7% frente ao mês anterior, a 205,44, maior patamar desde julho de 2008 e apenas oito pontos abaixo do pico atingido em junho do mesmo ano. Este foi o quinto mês consecutivo de alta.
O índice medido pela FAO é um termômetro da variação mensal dos preços internacionais de uma cesta de commodities e é acompanhado de perto por analistas e investidores. Houve um avanço generalizado nos preços de quase todos os principais itens alimentícios, exceto produtos de carne.
O indicador dos cereais saltou para 225 em novembro, maior nível em 26 meses e 2,3% acima da leitura divulgada em outubro. O do açúcar teve alta de 7,3% no período, alcançando o recorde de 375, e o de óleos e gorduras aumentou 10,5%, para 243. A FAO também ajustou o índice de preço dos produtos lácteos para 207,79, enquanto o da carne ficou praticamente inalterado em 138,53.
Condições climáticas adversas, ou muito secas ou excessivamente úmidas, afetaram os principais produtores e exportadores de alimentos ao redor do mundo, incluindo Rússia, Ucrânia, Canadá, Estados Unidos, Alemanha, Austrália, Paquistão, Argentina e países do Sudeste Asiático.
Volatilidade
A volatilidade dos preços das commodities agrícolas permanece alta em comparação a outros mercados e poderá afetar o custo dos alimentos, a segurança alimentar e a renda dos produtores. Mas a situação atual não é muito diferente do que aconteceu nos últimos 50 anos para vários produtos. A conclusão é de um estudo preliminar que a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) submete a seu Comitê de Agricultura esta semana, em Paris. A discussão reúne mais de 30 países, inclusive o Brasil, e comprova que a volatilidade das cotações agrícolas entrou definitivamente na agenda internacional.
A França confirmou que quer colocar o problema entre as prioridades de 2011 de sua presidência do G-20, que reúne as maiores economias desenvolvidas e emergentes. Paris quer regular melhor os mercados financeiros ligados às commodities. Estima que os derivativos, concebidos como proteção contra grandes flutuações de preços, tornaram-se ativos financeiros como os outros, utilizados para especulação e favorecendo, na prática, as repentinas altas e baixas dos preços agrícolas e de commodities ligadas à energia.
O estudo da OCDE conclui que os casos de saltos de preços da maioria das commodities agrícolas nos últimos 50 anos seguiram um ritmo similar - valorização em um ano seguida de forte queda no seguinte. Além disso, os ganhos agrícolas aconteceram em um contexto de alta de quase todas as matérias-primas, sobretudo petróleo e metais.
A análise por produto mostra que a volatilidade tem sido, na média, menor para carne bovina e açúcar desde 1960. Na última década, houve mais variações de preços do que no anos 90, mas o mesmo não é verdade em relação aos anos 70 para carne bovina, arroz, soja e açúcar. Entre 2006 e 2010, a volatilidade foi maior que em 1990 para cereais como trigo e arroz. Em 2009, quando vários produtos declinaram, a exceção foi para lácteos e óleo de soja.
O estudo analisa também se os preços de petróleo e fertilizantes tiveram impacto importante nos preços das commodities agrícolas. Conclui que os maiores impactos das altas mensais do petróleo - que provoca alta nos custos de produção e transporte - é sobre as produções de manteiga, leite em pó e oleaginosas. Anualmente, também tem reflexos importantes sobre milho e trigo.
O impacto do petróleo sobre o açúcar é pequeno em razão do uso do bagaço da cana na geração de energia pelas usinas. Mas a OCDE diz que o aumento da produção de biocombustível alterou a situação e o açúcar é o único produto que teve ampliada sua correlação com o petróleo quando este é defasado um ano. No caso dos adubos, o maior impacto é na volatilidade de preços de manteiga, leite em pó, arroz, milho, oleaginosas e trigo. O menor impacto é sobre carne bovina e açúcar.
FONTE: BeefPoint

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Atraso na safra e demanda forte elevam preço do leite

O valor médio pago em novembro ao produtor - pelo leite entregue em outubro - subiu 1,7% no mês, para R$ 0,718 por litro, em média, mostra levantamento da Scot Consultoria. O acompanhamento do Cepea/Esalq indica aumento ainda maior, de 2,4%, para R$ 0,7142 por litro, em média.

A matéria-prima em alta e o consumo elevado também sustentam a valorização de produtos finais como o leite longa vida e queijos. No primeiro caso, a alta no varejo foi de 7,9% de outubro para novembro, mostra acompanhamento da Scot. Já o queijo tipo mussarela, por exemplo, saiu de R$ 21,05 o quilo no varejo em julho para R$ 23,32 o quilo em novembro, segundo a consultoria.


"A expectativa é não ter estoque de passagem [de lácteos]", observa Laércio Barbosa, diretor do Laticínio Jussara, referindo-se ao período entre o fim deste ano e início de 2011. Ele afirma que apesar da safra de leite, não há sobra de matéria-prima no mercado.


Para entender o comportamento atípico do mercado nesta época do ano é preciso voltar ao começo de 2010, quando o leite subiu no período de safra. "As indústrias saíram em busca de matéria-prima no início do ano. No segundo e terceiro trimestres, houve aumento dos estoques e queda dos preços", explica Cláudio Teixeira, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Leite Longa Vida (ABLV) e da Italac.


O que não se esperava era que as chuvas atrasassem, por causa do fenômeno climático La Niña, postergando também o aumento da oferta de leite a partir do último trimestre. Sem chuvas, a oferta de pastagens para alimentação dos animais foi prejudicada. "Os estoques [de lácteos] acabaram e a safra atrasou", conta Teixeira. Geralmente, em outros anos, há excedente de leite em outubro, mas hoje o mercado está equilibrado, acrescenta.


A menor captação de leite em outubro também explica a alta dos preços. O Índice de Captação de Leite do Cepea (ICAP-Leite) caiu 1,7% em relação a setembro, conforme pesquisa feita em seis Estados produtores. Segundo o Cepea, a redução se deve principalmente à menor captação no Sul do país - nas outras regiões, houve crescimento. Em comparação com outubro de 2009, a queda na captação é de 4,6%. No acumulado até outubro, porém, o índice ainda registra alta, de 4,3%, em relação a igual período do ano passado.


Neste ano de mercado atípico para os lácteos, o segmento também viu uma recuperação da demanda por leite longa, cujo consumo havia caído quase 1% em 2009. De acordo com a ABLV, o consumo do produto deve aumentar 4%, para 5,5 bilhões de litros este ano. "O consumo foi forte e houve crescimento da demanda nas classes C, D e E", diz o presidente da ABLV. Ele afirma que o segmento ganhou novos consumidores em função do aumento da renda da população. Só no Nordeste, o consumo de longa vida cresceu 57% nos últimos três anos, estima a associação.


O bom desempenho do mercado interno, ao lado de um câmbio desfavorável, acabou desestimulando as exportações brasileiras de lácteos este ano. Com os preços estáveis no mercado internacional e o custo alto da matéria-prima, o produto brasileiro perdeu competitividade, diz Barbosa, da Jussara.


De janeiro a outubro, as exportações totalizaram US$ 113,312 milhões e as importações, US$ 230,709 milhões, segundo dados da Secex. O número está bem distante de 2008, quando país exportou US$ 509,1 milhões no ano graças a demanda elevada e dólar mais valorizado em relação ao real. "O câmbio prejudicou as exportações", reforça Rafael Ribeiro, analista da Scot Consultoria.


Para Ribeiro, a tendência para os preços do leite ao produtor é de estabilidade neste mês, quando os pecuaristas receberão pela matéria-prima entregue em novembro. Além de a oferta já começar a aumentar, neste período do ano costuma haver redução do consumo por causa da chegada das férias.

Fonte: Portal do Agronegócio

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Rebanho bovino nacional cresce 1,5% em 2009, aponta IBGE


O rebanho bovino do país cresceu 1,5% em 2009 na comparação com o ano anterior e somou 205,3 milhões de cabeças. Com isso, o Brasil detém o segundo maior rebanho de bovinos do mundo, ficando atrás apenas da Índia. Em 2008, após dois anos em queda, o número de cabeças de gado havia apresentado alta de 1,3%. Os dados, divulgados nesta quarta, dia 24, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), fazem parte da pesquisa Produção da Pecuária Municipal 2009.
Regionalmente, o levantamento aponta que a maior parte desses animais estava concentrada na Região Centro-Oeste, com 34,4% do efetivo nacional, seguida da Região Norte (19,7%) e da Sudeste (18,5%).
O estado de Mato Grosso é o que apresenta o maior número de animais (13,3%) e a cidade de Corumbá lidera o ranking entre os municípios, com cerca de 1,973 milhão de cabeças, representando 1% do efetivo nacional. Em seguida, aparecem São Félix do Xingu (PA), com 0,9%, e Ribas do Rio Pardo (MS), com 0,6%.
O documento do IBGE também destaca o incremento no rebanho do município de Porto Murtinho (MS), que registrou aumento de 25,3% de 2008 para 2009. Com isso, a cidade subiu da 12ª para a quinta posição no ranking dos principais municípios de um ano para o outro.
Ainda segundo o levantamento, o efetivo de bovinos encontra-se “bem distribuído” pelo país, já que os 20 principais municípios concentram cerca de 8,4% do total de animais.
O IBGE também constatou que foram abatidas no ano passado 28,063 milhões de cabeças e produzidas 6,661 milhões de toneladas de carne bovina. Desse total, 13,9% foram exportadas para outros países, tendo sido observada redução do volume comercializado externamente em cerca de 9,9% sobre o ano de 2008. A maior parte dessa carne foi exportada para Rússia, Hong Kong e Irã. O maior consumidor mundial de carne bovina foram os Estados Unidos, seguidos pela União Europeia e pelo Brasil.
Ao contrário do bovino, todos os outros rebanhos de grande porte investigados pelo IBGE sofreram redução. Os bubalinos (búfalos) apresentaram queda de 0,9%; os equinos, de 0,8%; os asininos (asnos), de 8,9% e os muares (burros e mulas), de 2,9%.
Em relação aos rebanhos de médio porte, a pesquisa aponta que houve crescimento de 3,3% no efetivo de suínos, em relação a 2008, totalizando 38 milhões de cabeças. Esse resultado coloca o Brasil como quinto maior produtor mundial, atrás apenas da China, dos Estados Unidos, da Alemanha e da Espanha. Os estados do Sul responderam por quase metade (48,5%) da quantidade de animais. Somente Santa Catarina possuía 21% das unidades.
Já o efetivo de caprinos teve queda de 2% e o de ovinos, de 1,1%.
Entre os de pequeno porte, o IBGE verificou aumento de 2,7% no efetivo de galinhas, que somou 1,234 bilhão de unidades. As codornas tiveram crescimento de 27,9% no período e os coelhos registraram queda de 10%.
O IBGE também identificou alta de 5,6% na produção de leite, tendo somado 29,112 bilhões de litros. Em valor de produção, a variação foi ainda maior, de 9,2%. Os principais produtores foram Minas Gerais (27,2%), Rio Grande do Sul (11,7%) e Paraná (11,5%).

FONTE: Canal Rural

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Evento do Agronegócio no Centro de Estação Experimental do Canguiri, Fazenda da UFPR


Com o proposito de fomentar discussões sobre agricultura sustentável, a III Feira de Fornecedores de Produtos, Equipamentos, Tecnologias e Serviços para o Agronegócio – Agronegócio Brasil (AnB 2010) – promovida pela Associação dos Engenheiros Agrônomos do Paraná  em parceria com a Universidade Federal do Paraná – ocorre dias 24 a 26 de novembro, na Fazenda CAnguiri, região metropolitana de Curitiba..

Eventos simultâneos – A AnB contará  com Eventos simultaneos: II Simpósio Internacional de Produção Integrada de Sistemas Agropecuários em Microbacas Hidrográficas: Pisa; III Simpósio Nacional sobre o Agronegócio e Segurança Alimentar; III Seminário Estadual de Agricultura e Meio Ambiente; Encontro Paranaense de Agronomia – O que os Engenheiros Agrônomos desejam e Propõem para a Agricultura Paranaense do Século XXI..

A visitação será gratuita. Para os eventos paralelos é necessária a inscrição prévia. Informações na AEAPR – Curitiba: www.aeapr-curitiba.com.br , (41) 3354-4745, aeapr@aeaprcuritba.com.br

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Exportações do agronegócio crescem e já são recordes

O agronegócio vem consolidando o recorde de exportações em 2010, superando o maior patamar da história (US$ 71,8 bilhões) atingido há dois anos. Na análise do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), os embarques do setor nos últimos 12 meses, entre novembro de 2009 e outubro deste ano, já somam US$ 73,88 bilhões. A dois meses do final do ano, a previsão é de que o total exportado em 2010 ultrapasse US$ 74 bilhões, embaladas pelos preços em alta de alguns dos produtos mais vendidos pelo país no mercado internacional. A previsão é de Célio Porto, secretário de Relações Internacionais do Agronegócio do Ministério da Agricultura.
Porto considera que o fator preço está sendo mais importante do que os volumes exportados em 2010 para as vendas externas do setor, embora as quantidades embarcadas de alguns produtos também sejam crescentes. "Para muitos, como a carne bovina por exemplo, um produto que é carro-chefe, o que está segurando são os preços, porque a quantidade até caiu. Carne de frango tem um crescimento pequeno, carne suína caiu a quantidade..."
O secretário enfatizou que esse novo ciclo de alta das commodities ocorre num ambiente de desvalorização do dólar no mercado internacional. "Sempre que isso ocorre, as mercadorias [cotadas em dólar] sobem de preço", destacou Porto. Mas o Brasil também está exportando volumes recordes de alguns produtos. É o caso da soja e do açúcar.
Em outubro, as vendas externas do agronegócio chegaram a US$ 6,99 bilhões, aumento de 27,7% em relação ao mesmo período do ano passado. O valor é o maior na série do décimo mês do ano. As importações aumentaram 24,1%, chegando a US$ 1,19 bilhão. Como resultado, o superávit da balança comercial foi de U$ 5,79 bilhões.
Entre os setores que mais contribuíram para o avanço das exportações agropecuárias estão o complexo sucroalcooleiro (44,1%), café (62%), sucos de frutas (50,3%), animais vivos (58,8%) e complexo soja - farelo, grão e óleo - (28%).
A receita das exportações de carnes aumentou 6,4%, passando de US$ 1,139 bilhão, em outubro de 2009, para US$ 1,213 bilhão, em outubro de 2010. A venda de carne bovina in natura foi o destaque, sendo 20,6% superior. A arrecadação com o produto, há um ano, foi de US$ 286 milhões e saltou, no último mês, para US$ 345 milhões.
Na análise por país destaca-se o crescimento das vendas, em outubro, para: Indonésia (245,2%), Egito (161,4%), Irã (121,5%), Tailândia (84,6%), Espanha (79,7%), Japão (66,6%), Bélgica (65,7%), Coreia do Sul (51,1%); e Arábia Saudita (42,4%).

FONTE: BeefPoint.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Encontro presencial propicia aos alunos conhecerem atividades da SANEPAR e UFPR referentes a aproveitamento de resíduos e recuperação de áreas degradadas.

O 2º Encontro Presencial da turma 2010 do  Curso de Pós-graduação em Economia e Meio Ambiente da UFPR proporcionou visita técnica a campo aos alunos participantes.

Elas aconteceram nas dependências da  SANEPAR - Companhia de Saneamento do Paraná e  da estação experimental do Canguiri - da UFPR e foram orientadas  pelo professor do curso Charles Cordeiro, técnico da SANEPAR, consultor da área e professor do curso.

Na parte da manhã foi visitada a Estação de Tratamento de Esgotos Padilha Sul  e os alunos tiveram a oportunidade de conhecer as pesquisas realizadas pela SANEPAR para reaproveitamento de lodo e captura de biogás para geração de energia.

No período da tarde, as visitas ocorreram nos reservatórios da SANEPAR, em  Piraquara, aonde os alunos foram conheceram projetos de recuperação de áreas degradadas. As visitas técnicas foram finalizadas na Estação Experimental Canguiri, da UFPR, onde tiveram a oportunidade de ter contato com as áreas de reflorestamento da instituição.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Produtos agrícolas empurram IPCA de outubro para maior alta desde 2002

As carnes encareceram 14,56% no acumulado do ano. Problemas climáticos no Brasil e no mundo reduziram a qualidade e a oferta de produtos agrícolas no território nacional, elevando os preços conforme se constatou ao longo de 2010.
Somente no último mês de outubro, esse tipo de alimento teve alta de 1,89%, a maior taxa para o mês desde 2002 e a mais alta desde junho de 2008. . De janeiro para cá, os preços desses itens já subiram 6,59%, exercendo forte pressão sobre a inflação no país.
“Os resultados do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) do ano estão muito vinculados ao comportamento dos preços dos alimentos. Os alimentos determinaram praticamente sozinhos o perfil da inflação em 2010 e o resultado de novembro também vai depender deles”, afirmou Eulina Nunes dos Santos, coordenadora de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Ainda de acordo com ela, os problemas climáticos, além do aumento da demanda externa e interna, contribuíram para a alta da carne. No acumulado do ano, o produto teve alta de 14,56%. Em outubro, as carnes subiram 3,48%.

FONTE: Beef World

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Carne sente impacto do câmbio

O câmbio desfavorável tem motivado, mensalmente, queda nas exportações, principalmente nas de carnes e seus derivados. Em setembro, o volume de carne bovina exportada pelo Brasil teve queda de 19,8%, com impacto negativo também no faturamento dessas exportações, de -18,2%. Todo mercado tem sofrido os prejuízos do câmbio desfavorável, com reflexo inclusive nas exportações de carne de frango, que tiveram redução de 1,1%, com queda de 1,2% na receita.
O impacto negativo não está apenas na queda nas exportações e no faturamento das empresas atingidas. Os problemas do câmbio desfavorável já entrarão na pauta permanente do setor, cujas companhias precisam constantemente rever seus indicadores e gestão, para manterem-se competitivas, produzindo cada vez mais e garantindo os empregos de todos os colaboradores e a sustentabilidade do negócio. E tudo isso seguindo as regras cada vez mais exigentes do mercado.
O prejuízo no Brasil chega ainda ao Governo, que perde arrecadação com a queda nas exportações. O consumidor também não ficou de fora, neste novo cenário. Para o ex-ministro da Agricultura, Pratini de Moraes, mesmo com o câmbio desfavorável às exportações, os preços da carne estão mudando de patamar e sofrerão aumento. A chegada de novos compradores, principalmente de países emergentes, contribui para a elevação do preço da carne. Além disso, a seca deste ano é mais grave e a oferta aos frigoríficos está bem menor.
Fonte: BeefWorld, adapatado site LapBov - UFPR

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Ministra da Agricultura russa insiste na redução das importações de frango

Elena Skrynnik, Ministra da Agricultura da Rússia, insistiu na necessidade de o país reduzir as importações de carne de frango
 
Ontem em Moscou, em breve contato com a imprensa antes de entrar para uma reunião de gabinete, Elena Skrynnik, Ministra da Agricultura da Rússia, insistiu na necessidade de o país reduzir as importações de carne de frango, caminho para que ocorra, no futuro, o desenvolvimento das exportações do produto. Segundo a Ministra, há excesso de carne de frango no mercado doméstico.


Na opinião de Elena Skrynnik, os produtores russos já estão em condições de atender plenamente a demanda doméstica do produto. Para ela, o mercado interno se encontra superofertado, situação que só se resolve reduzindo o volume de importações.


A Ministra ainda adiantou que a questão [da suspensão das importações] estaria em pauta em reunião de um grupo de trabalho da Comissão Governamental responsável pela regulamentação das tarifas aduaneiras.


Perguntada acerca da definição de quotas para a importação de carne de frango em 2011, a titular do Ministério da Agricultura russo observou que nada poderia adiantar, em função, exatamente, da reunião mencionada, marcada para a tarde de ontem.

Fonte: AviSite - Portal da Avicultura 27/10/10 - 15:04

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Turma na Metodologia de Educação a Distância

A Universidade Federal do Paraná estará lançando em 2011 uma nova turma do já tradicional MBA em Gestão do Agronegócio na metodologia de educação a distância.