segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Exportações crescem 26,3% em janeiro

Setor sucrolacooleiro foi um dos que mais contribuiu para crescimento

O primeiro mês de 2011 manteve a tendência positiva no comércio internacional dos produtos do agronegócio brasileiro. As exportações em janeiro somaram US$ 5,1 bilhões, resultado 26,3% superior ao registrado no mesmo período de 2010. Esse é o melhor desempenho para o mês de janeiro desde 1989, quando teve início a série histórica. O saldo da balança comercial do setor agropecuário teve acréscimo de US$ 800 milhões, comparando com janeiro de 2010, e alcançou US$ 3,9 bilhões. Nos últimos 12 meses, os embarques chegaram a US$ 77,5 bilhões, valor recorde para o período.
Complexo soja (óleo, farelo e grão) foi o item com maior crescimento no mês em valor e volume exportado, seguido do café e da carne de frango in natura. A receita com a soja em grãos subiu 136,3% e a quantidade embarcada aumentou 123,7%. Os resultados do óleo foram ainda mais expressivos. O volume exportado saltou 377,8% e o valor foi 531% maior que o verificado em janeiro de 2010. No total, as exportações do complexo soja totalizaram US$ 598,6 milhões, aumento de 89,3% no período.
Os embarques de café também foram destaque, com receita 65,9% maior que o valor obtido no primeiro mês do ano passado, alcançando US$ 595,4 milhões. A quantidade embarcada do café em grãos subiu 23,9% (155 mil toneladas ou 2,58 mil sacas de 60 kg).
O frango in natura foi responsável pelo bom desempenho das exportações de carnes (frango, bovino e suíno) que somaram US$ 1 bilhão e superaram em quase 20% os números de janeiro de 2010. O produto rendeu US$ 505 milhões, 51,4% a mais que o valor registrado em janeiro de 2010. O volume exportado subiu 28%, resultando em 268 mil toneladas comercializadas.
De fevereiro de 2010 a janeiro de 2011, as exportações cresceram 19,8% na comparação com o período de fevereiro de 2009 a janeiro de 2010, quando a receita fechou em US$ 64,7 bilhões.
Os setores que mais contribuíram para esse desempenho foram: complexo sucroalcooleiro (38,5%), produtos florestais (29,5%) e carnes (16,3%).
Destinos
Os países em desenvolvimento são os que mais têm ampliado as importações dos produtos agropecuários do Brasil. Destaque para China (94,3%), Argélia (126,7%), Marrocos (108%), Egito (83,6%) e Rússia (44,9%). Espanha (84,3%), França (46,5%), Itália (42,2%) e Bélgica (40,9%) também aumentaram as aquisições do Brasil. Nos últimos 12 meses, as importações chinesas passaram de US$ 8,8 bilhões para US$ 11,1 bilhões, uma variação de 25,5%. O país asiático é o principal comprador de produtos do agronegócio brasileiro, com participação de 14%.

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Estudo analisa uso das redes sociais no agronegócio

Levantamento inédito demonstra que há grande potencial de crescimento de ferramentas web na cadeia produtiva do setor.

 

A TerraForum Consultores apresentou no estudo Agronegócios 2.0 – Os benefícios das redes sociais ao Agronegócio, uma análise que aborda como as empresas do setor agropecuário podem gerar valor com as facilidades da web 2.0, como interatividade e compartilhamento.
A pesquisa abordou a utilização de redes sociais como Facebook, Twitter, Orkut e Linkedin no suporte, dinamização e integração dos negócios. Segundo o estudo, há grande espaço para o crescimento de ferramentas web no setor, e que deve beneficiar toda sua cadeia produtiva.
A análise da TerraForum, empresa de consultoria com foco em Gestão do Conhecimento e Inovação, baseou-se em pesquisa que avaliou instituições e corporações, como Monsanto, AGCO e BR Foods e órgãos de governo no Brasil e no exterior, representativas de quatro segmentos dessa cadeia produtiva – fornecedores de insumos e equipamentos, produção e beneficiamento, comercialização e entidades de apoio.
“Quando resolvemos elaborar o Agro 2.0, vimos que era grande oportunidade de fazer uma radiografia inédita sobre esse extenso mercado. Identificamos fatos que nos surpreenderam: muitas empresas, que pensávamos estar bem posicionadas e fortemente atuantes na web 2.0, não passaram de nossa fase inicial de avaliação e tiveram de ser descartadas”, declarou o presidente da TerraForum, José Cláudio Terra.
Realizada inicialmente com cem empresas, a pesquisa acabou reduzindo, posteriormente, o universo de pesquisa para 13 corporações e entidades. Apesar das dificuldades, a TerraForum identificou muitas ações inovadoras e boas práticas, algumas já bem consolidadas e outras emergentes. A maior parte das inovações nesta área acontece no exterior. O Brasil, no entanto, tem demonstrado nos últmos anos capacidade de inovação.

Fonte: REDAÇÃO DA COMPUTERWORLD

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

China estuda modos de elevar importações de commodities

A China estuda vários modos de elevar as importações de commodities, incluindo produtos alimentícios, informou nesta sexta, dia 18, uma autoridade do Ministério de Comércio. A iniciativa surge após uma importante agência estatal de grãos ter reconhecido rumores de mercado de que o governo chinês avalia diminuir as tarifas que incidem sobre as importações de soja e óleo de soja.
—A China está definitivamente tentando ver se podemos adotar as políticas adequadas para ampliar nossas importações — disse a fonte, que pediu para não ser identificada.

Ainda que a autoridade tenha se recusado a comentar especificamente se uma redução dos tributos está sendo avaliada, o Centro de Informação de Óleos e Grãos da China (CNGOIC, na sigla em inglês) se referiu em um relatório a possíveis deliberações sobre dois importantes produtos agrícolas.

O órgão informou que “há especulação no mercado de que o governo vai baixar as taxas de importação da soja e do óleo de soja”.

Pequim estaria ponderando um corte do tributo aplicado às importações da soja de 3% para 1% e do óleo de soja de 9% para 5%, disse um analista da Shanghai JC Intelligence Co. (Fonte)

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Soja sobe quase 30 pontos e volta a retomar patamar dos US$ 14

Foto: Arquivo ON

Os futuros da soja negociados na Bolsa de Chicago voltaram a operar com forte alta na Bolsa de Chicago nesta quinta-feira e começam a retomar o patamar dos US$ 14 por bushel. 

Os preços, que por volta das 14h (horário de Brasília) subiam quase 30 pontos, encontram sustentação nas compras técnicas e comerciais e também nos dados de exportações semanais divulgados pelo USDA (Departamento de Agricultura dos Estados Unidos) nesta quinta-feira . Os ganhos são mais expressivos nos vencimentos longos.

O departamento divulgou seu relatório de registro de exportações reportando um volume de vendas acima das expectativas do mercado, o que confirma o interesse dos investidores em retomar as compras de oleaginosa dos EUA, mesmo com a demanda mundial migrando para a América do Sul. Isso mostra também que o foco do mercado começa a se voltar para os ajustados estoques finais de soja norte-americanos.

Outro fator que deve promover sustentação para as cotações é a notícia de que a China poderá diminuir o imposto de importação de óleo de soja de 9 para apenas 1% para poder recompor suas reservas.

Outro fundamento, já bastante conhecido pelo mercado, é a briga por área nos Estados Unidos. Para que a área de soja aumente, os preços precisam subir ainda mais e estar mais atrativos para os produtores. A tendência, entretanto, é de que o agricultor opte pelo milho, justamente por conta dos bons preços. 

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Brasil e Argentina defendem produção maior de commodities

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o ministro argentino, Amadou Boudou, alinharam discurso na sexta-feira (11) sobre a alta do preço das commodities, defendendo o aumento da produção. Eles não adiantaram, porém, quais serão os detalhes da proposta que os países levarão ao G20 sobre o assunto.


A alta do preço das matérias-primas tem sido uma das principais preocupações do grupo, já que aumenta a inflação mesmo com as economias avançadas, como EUA e Europa, ainda lutando para consolidar a expansão econômica após a crise.

A França, atual detentora da presidência do G20, apresentou uma proposta de controle da volatilidade dos preços das commodities. O Brasil já se posicionou contra a proposta.

"Na verdade, as commodities apanharam durante décadas e décadas", disse Mantega após a reunião. "As causas para essa elevação estão muito bem detectadas... (É preciso) estimular aumento da produção, e não inibir."

Boudou, da Argentina, afirmou que os dois países têm em comum uma posição muito forte e "fechada" na questão das commodities. "Não pode passar por regulação no preço das commodities", afirmou.

A próxima reunião de ministros das Finanças do G20 acontece na semana que vem, em Paris.

Mantega exaltou também as relações entre Brasil e Argentina.

"Nosso balanço da relação com a Argentina é muito positivo e nós vamos melhorá-lo cada vez mais com essas parcerias que nós temos, tanto na área econômica quanto na área política."

O ministro afirmou também que "ainda temos muito a avançar" no comércio bilateral com moedas locais.


quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

China aumenta em 67% compra de carne de MT



A China registrou um aumento de 67% na compra de carne mato-grossense em dezembro na comparação com novembro do ano passado. Já a venda para do produto para União Europeia apresentou um incremento de 4%. Apesar do aumento de carne embarcada para estes destinos, o maior volume de exportações ainda é direcionado ao Oriente Médio e a Rússia.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), estes destinos são responsáveis por 46% do volume total das exportações de carne do Estado. Os embarques em dezembro do ano passado registraram uma variação positiva de 6% em relação ao mesmo período do ano anterior, obtendo assim um acumulado de aproximadamente 19 mil toneladas equivalente carcaça.

“Esse incremento no volume de exportação é um reflexo da melhor na demanda internacional, que vem aceitando níveis de preço cada vez mais elevados”, aponta o boletim semanal do Imea.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Boi Gordo : Pecuaristas resistem e cotação da arroba não recua

Apesar da sustentação do preço, mercado de reposição segue lento


Foto: TvMatão

Panorama da semana traçado pela Scot Consultoria, mostra que apesar das tentativas dos frigoríficos de baixar os preços, os pecuaristas têm mantido a resistência.

Em São Paulo, as escalas de abate atendem, em média, 3 dias e ordens de compra abaixo de R$100,00/@, à vista, travam o mercado. No Rio Grande do Sul, a diminuição da oferta de gado, em função do clima adverso, fez as cotações subirem. Considerando a média das praças pesquisadas pela Scot Consultoria no estado, o boi gordo subiu 6,8% desde o início de janeiro. Apesar da sustentação do preço da arroba do boi gordo, o mercado de reposição segue lento. Segundo a consultoria, o maior volume de negociações, no curto prazo, deve ocorrer com o bezerro.

Em São Paulo, apesar do poder de compra do recriador ter caído nas últimas semanas, a atual relação de troca, de 2,2 bezerros (7@) por boi gordo (16,5@) ainda é 13% melhor do que a média de 2010. Já a demanda por boi magro na praça paulista tem desanimado os invernistas. Com a cotação em torno de R$ 1200,00 por cabeça ( Nelore 12@), o recriador deve aguardar por melhores preços do boi gordo no mercado futuro para investir na aquisição.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Em visitas institucionais, Embrapa consolida parceria com elos da cadeia produtiva

A Embrapa Gado de Corte (Campo Grande-MS), por meio do seu chefe-geral, Cleber Oliveira Soares, deu início a uma série de visitas a instituições parceiras do Centro de pesquisa em gado de corte, com o intuito de fortalecer e aproximar a Unidade da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, dos produtores e suas entidades. A Federação de Agricultura e Pecuária de Mato Grosso do Sul (Famasul) foi a primeira delas.
A Famasul integra 69 sindicatos rurais patronais e, aproximadamente, 55 mil produtores. Tendo como principal desafio estratégico buscar o atendimento, de forma equilibrada, dos interesses desses clientes, estreitar relações com determinadas instituições faz-se imprescindível. Conclusão feita pelo seu presidente, Eduardo Riedel, e assinada embaixo pelo chefe da Gado de Corte. 
“Precisamos nos reaproximar. O lugar da Embrapa é ao lado do produtor. Podemos realizar muitos projetos em conjunto. Congregar as instituições e levar informações de interesse do produtor, da sociedade e do mercado”, espera Riedel. Na outra via, Cleber deseja ampliar essas medidas institucionais, resgatar algumas “e compor, ao lado desses parceiros, uma agenda técnico-científica, com ações tanto para a pesquisa quanto para a transferência de tecnologia”. 

Dentre diversos assuntos debatidos, Riedel e Cleber, destacaram o Congresso Internacional da Carne www.congressodacarne2011.com.br/wait/ , a ser realizado nos dias 8 e 9 de junho no Centro de Convenções Arquiteto Rubens Gil de Camillo, em Campo Grande. Com o lema – Carne de qualidade para todos os povos – o Congresso agregará produtores, cientistas e técnicos do Brasil e do mundo, com uma expectativa de público, de no mínimo, mil participantes, ao redor de temas como sanidade animal, comércio, produção sustentável e subsídios internacionais.
A Embrapa integrará a programação técnica do evento, em fase de finalização, com a participação de seus pesquisadores e Unidades da Empresa ligadas à temática e com um estande apresentando as tecnologias desenvolvidas, até o momento, em pecuária. E nos dias 7 e 10, a Embrapa Gado de Corte receberá, em sua sede, o público do Congresso para uma visita técnica. Em breve, essas programações estarão disponíveis no site do encontro e do Centro (www.cnpgc.embrapa.br).
Agraer – em outra ocasião, o chefe-geral da Gado de Corte encontrou-se com José Antônio Roldão, diretor-presidente da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer) de Mato Grosso do Sul. Na mesa de discussão, a VI Dinapec – Dinâmica Agropecuária, que acontece de 23 a 25 de fevereiro na área experimental da Unidade da Embrapa e contará com os técnicos da Agraer nos roteiros tecnológicos. 
O compromisso entre Agraer e Embrapa foi mais uma vez reafirmado e, conforme, Roldão, “uma entidade precisa saber o que a outra está fazendo. Estamos aqui para difundir a tecnologia desenvolvida pela Embrapa e outras instituições de pesquisa e esse é o nosso maior desafio”. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Agrário, da Produção, da Indústria, do Comércio e do Turismo de MS (Seprotur) e a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul) são os próximos órgãos da agenda.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Showtec 2011


Acontece do dia 1 a 3 de fevereiro a Feira Showtec 2011, o maior evento de disseminação de tecnologia para o agronegócio da região Centro-Oeste. Cerca de 10 mil visitantes estão sendo aguardados nos três dias do evento. Com o tema “Gestão, um fator decisivo para o sucesso”, A feira de tecnologia traz giros tecnológicos, palestras técnicas e oportunidades de negócios.

A abertura para as visitações começou nesta manhã, às 8 horas. O evento acontece na sede da Fundação MS, em Maracaju. A gestão das propriedades é tema da primeira palestra do giro tecnológico, que começa às 9h30.

No total 115 empresas já garantiram a presença no evento. É um recorde de estandes. “As tecnologias que serão apresentadas já estão implantadas e prontas para o evento. No momento estamos preparando a montagem dos estandes de demonstração e cuidando dos últimos detalhes para que o Showtec seja novamente um sucesso em difusão de tecnologias e número de visitantes. Queremos fazer com que os produtores rurais tenham uma maior eficiência na compra de insumos, na venda de grãos e de carne, entre outros”, afirma o Diretor Executivo da Fundação MS, Dirceu Broch.

A programação do evento está no site www.fundacaoms.org.br. A entrada é franca.